Comando Noticias– Seu Portal de Notícias em Indaiatuba - 17/01/2018

Publicado em: 08 janeiro 2018

Primeiros socorros ajudam em acidentes domésticos ou de trânsito, diz especialista ao CN

Ter conhecimentos de primeiros socorros nestas situações pode decidir se uma vítima sobrevive ou minimizar sequelas.

ambulância e guarda joão pioli

HUGO ANTONELI JUNIOR

INDAIATUBA – Tomara que não, mas quando a gente menos esperar, podemos nos deparar com um acidente de trânsito ou doméstico. Ter conhecimentos de primeiros socorros nestas situações pode decidir se uma vítima sobrevive ou minimizar sequelas. Pensando nisso, o Comando Notícia ouviu uma especialista do assunto para trazer dicas básicas sobre o assunto.




Andreza Nabarrete, professora de Enfermagem da faculdade Anhanguera de Indaiatuba, enfermeira instrutora de SBV/INCOR, American Heart Association e especialista em saúde coletiva pela USP de São Paulo, dá dicas. “Os primeiros socorros devem ser feitos enquanto você aguarda alguém com treinamento mais avançado chegue e assuma. Em uma situação de vítima caída no chão, por exemplo, a primeira atitude é ligar para o socorro, manter segurança no local e sinalizar para outros veículos, garantindo a segurança de todos”, afirma.

Se perceber que a vítima esta inconsciente, não responde ou não respira, pode iniciar as manobras de ressuscitação cardiorrespiratória, segundo a professora. “São as compressões torácicas. Se você é o socorrista leigo e já pediu ajuda, pode iniciar as compressões torácicas com as duas mãos sobrepostas, no meio do tórax, e manter uma frequência de compressões entre 100 a 120 por minuto até a chegada do resgate ou socorrista treinado”, diz.

Acidentes de trânsito

No caso de acidentes de trânsito, o ideal é seguir a recomendação de não mexer na vítima. “Pois podemos piorar o seu estado de saúde, por exemplo, causando outra lesão. Sempre em um acidente, se for ajudar, o melhor é sinalizar o local e manter todos seguros. Em seguida, chame o socorro especializado. Ficar aglomerado no local só aumenta o risco de causar outro acidente”, afirma.

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Outra atitude importante, de acordo com a enfermeira, é manter a vítima sempre calma. “Facilita o atendimento, além de preservar o agravamento de lesões e diminuição do risco de morte. Como por exemplo, um acidente de moto e este quer se levantar, podendo agravar lesões, podendo levar a tetraplegia (paralisia dos quatro membros). Vá conversando com a vítima, tranquilize-a.”

Acidente domésticos mais comuns

Além dos casos de acidentes de trânsito, existem também os casos de ocorrências domésticas. As mais comuns são asfixia, afogamento, intoxicações, quedas, choque elétrico, queimaduras, cortes, acidentes com corpo estranho (olho, nariz e boca) principalmente em crianças. “Os acidentes podem atingir todas as faixas etárias, trazendo consequências imprevisíveis, podendo causar desde pequenos danos até a morte. No entanto, crianças e idosos são considerados os grupos vulneráveis e estão mais suscetíveis.”

Os acidentes domésticos podem ser prevenidos e, esse ainda é o melhor remédio, sendo necessária a conscientização e tomada de decisões eficazes e simples, principalmente em ambientes, como: cozinha, área de serviço, banheiros, locais que possuem escadas, segundo a especialista. “Nas casas onde moram crianças é importante colocar produtos de limpeza fora do seu alcance, utilizar protetores de tomadas, além de instalar telas e grades nas janelas. Em casa onde há idosos, instalar barras em ambientes como banheiro, retirar tapetes para evitar quedas, a utilização de boa iluminação, são alguns dentre vários meios de prevenir acidentes.”

Como regra geral, ela diz que deve-se telefonar ao serviço especializado sempre que alguém estiver gravemente doente ou ferido, incluindo a pessoa estar desacordada sem capacidade de responder. “Quando a vítima não responde a estímulos verbais ou toque, sente desconforto torácico, tem algum problema respiratório, alguma lesão ou queimadura grave. Outros casos são pessoa que teve convulsão, ainda mais se for idoso, grávida ou criança e ou se durar mais que cinco minutos, se a pessoa não consegue mexer uma parte do corpo ou sofreu um choque elétrico ou envenenamento”, encerra.

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fotos: arquivo/Comando Notícia

 

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