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Publicado em: 29 outubro 2017

Rapaz de 26 anos é preso por dirigir embriagado no Jardim Brasil

Uma fiança de R$ 2,5 mil foi proposta, mas, como não foi paga, ele permaneceu preso.

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INDAIATUBA – Um rapaz de 26 anos foi preso por embriaguez ao volante na noite de quinta-feira (26). De acordo com os guardas que atenderam a ocorrência, eles chegaram até o motorista depois de um acidente de trânsito sem vítimas graves.

Ao chegar no local, a rua Luiz Carlos Prestes, no Jardim Brasil, perceberam sinais claros de embriaguez no rapaz (olhos vermelhos, pensamento confuso). Foi, então, que ele foi levado à Delegacia e um exame foi solicitado.




O resultado foi o esperado: embriaguez ao volante.

Uma fiança de R$ 2,5 mil foi proposta, mas, como não foi paga, ele permaneceu preso.

Embriaguez ao volante

A Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), que ajudou na elaboração da Lei Seca, estima que 54% dos motoristas brasileiros fazem uso de álcool antes de pegar o volante. Já a Pesquisa Nacional de Saúde, do Ministério da Saúde em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), indica que 24,3% dos motoristas afirmam que assumem a direção do veículo após ter consumido bebida alcoólica.

A Lei Seca foi instituída em 2008. A legislação mudou o Código de Trânsito Brasileiro, estabelecendo penas para quem bebe e dirige. Mas foi a partir de 2012 que mudanças na lei aumentaram o rigor das punições, estabelecendo tolerância zero para o consumo de álcool por motoristas. Um condutor submetido ao teste do bafômetro que apresentar qualquer quantidade de álcool no organismo pode ser multado em R$ 1.915,40 e ter a carteira suspensa por um ano. A partir da detecção, no bafômetro, de 0,34 miligramas de álcool por litro de ar expelido, é considerado crime e o motorista pode ser preso.

Segundo a Abramet, o resultado do bafômetro depende muito do metabolismo de cada pessoa. Condições como alimentação e há quanto tempo a bebida foi ingerida também influenciam. Em média, duas taças de vinho ou dois copos de cerveja são suficientes para que o aparelho registre mais de 0,34 miligramas de álcool por litro de ar expelido, ou seja, o condutor pode responder criminalmente.

Em 2012 também foram ampliadas as formas de obtenção de provas sobre a condição do motorista. Além do exame de sangue e do teste do bafômetro, passaram a valer também o exame clínico, a perícia, os vídeos ou prova testemunhal.

O Brasil é um dos 25 países que estabeleceram a tolerância zero na aplicação de multas para o consumo de bebida alcoólica por motoristas e um dos 130 que usam o teste do bafômetro como forma de garantia do cumprimento da lei.

com Agência Brasil

foto: arquivo/Comando Notícia

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