Protetor solar não é tudo igual: entenda como escolher o produto certo para cada tipo de pele – Comando Notícia
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Protetor solar não é tudo igual: entenda como escolher o produto certo para cada tipo de pele

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Na hora de comprar protetor solar, muita gente vai direto ao número que aparece em destaque na embalagem. Mas escolher o produto certo envolve mais do que procurar um FPS alto. Tipo de pele, rotina, resistência à água, cobertura contra UVA e até a textura do protetor interferem na proteção real.

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O tema ganha relevância em um país onde o câncer de pele segue como o tipo mais frequente, e a exposição ao sol faz parte da rotina de milhões de brasileiros. Ainda assim, dúvidas simples continuam comuns: o mesmo protetor serve para qualquer pele? Spray protege igual ao creme? E como saber se o fator escolhido é suficiente?

Segundo o dermatologista Dr. Matheus Rocha, um dos erros mais frequentes é reduzir a escolha ao número do FPS. “O protetor solar não deve ser escolhido só pelo fator. É preciso observar se ele protege contra UVA e UVB, se tem boa adaptação ao tipo de pele e se a pessoa consegue usar corretamente no dia a dia”, afirma.

 

O que olhar no rótulo

Pelas regras da Anvisa, os protetores solares precisam indicar o FPS e também atender a critérios mínimos de proteção contra UVA. A agência determina que a proteção UVA corresponda a pelo menos um terço do FPS declarado e que o produto tenha comprimento de onda crítico mínimo de 370 nm, o que ajuda a garantir proteção mais ampla.

Na prática, isso significa que não basta olhar apenas para o número maior na frente da embalagem. Também é importante verificar se o produto informa proteção de amplo espectro e se tem resistência à água ou ao suor, quando isso fizer diferença na rotina.

 

FPS muda com a pele?

A cor da pele influencia a sensibilidade à radiação solar, mas não elimina a necessidade de proteção. Pessoas com pele mais clara costumam queimar com mais facilidade, enquanto peles mais escuras têm maior quantidade de melanina, o que oferece alguma proteção natural, mas não impede dano solar acumulado nem câncer de pele.

Para Rocha, a escolha do FPS deve considerar mais do que a tonalidade. “Histórico de manchas, melasma, pele sensível, acne, rosácea, uso de ácidos, tempo de exposição ao sol e tipo de atividade da pessoa também pesam. O melhor protetor é aquele que oferece boa proteção e que o paciente consegue usar todos os dias”, diz.

De forma geral, entidades médicas recomendam protetores com FPS 30 ou mais para uso regular. Já o INCA orienta o uso de protetor com FPS 15 ou superior como parte de um conjunto de medidas de proteção, junto com chapéu, roupas adequadas e evitar o sol nos horários mais intensos.

 

Creme ou spray?

A diferença entre protetor em creme e em spray não está só na textura. Ela interfere diretamente na forma de aplicação e, por consequência, no grau de proteção.

O protetor em creme costuma facilitar uma aplicação mais uniforme, porque permite espalhar melhor e perceber onde o produto foi colocado. Já o spray pode ser mais prático, principalmente no corpo e em reaplicações, mas exige cuidado porque muita gente usa menos do que o necessário ou deixa áreas sem cobertura.

“Spray não é inferior por definição, mas costuma falhar mais no uso real. A pessoa aplica rápido, acha que cobriu tudo e, na prática, deixou partes da pele expostas”, afirma Rocha.

 

O que compromete a proteção

Um dos erros mais comuns é achar que FPS alto resolve tudo. Segundo especialistas, o número não compensa aplicação em pouca quantidade, exposição prolongada sem reaplicação ou uso incorreto do produto.

O INCA recomenda aplicar o protetor antes da exposição ao sol e reaplicar ao longo do dia, especialmente após suor intenso, banho de mar, piscina ou uso de toalha. Outro equívoco frequente é restringir o uso à praia ou à piscina, quando a exposição diária no trabalho, no deslocamento e em atividades ao ar livre também se acumula com o tempo.

 

Dúvidas comuns

Maquiagem com FPS não costuma substituir o protetor tradicional, porque geralmente é aplicada em quantidade menor do que a necessária para garantir a proteção indicada no rótulo. Produtos multifuncionais também exigem atenção: pela norma da Anvisa, se não forem classificados como protetor solar, devem trazer advertência específica de que não substituem essa função.

Para Rocha, a decisão mais importante é prática. “O melhor protetor não é necessariamente o mais caro nem o que tem o maior número. É o que protege de forma adequada, se adapta à pele e entra de fato na rotina do paciente.”

Com informações: Paulo Novais 

Foto: Divulgação/Pixels.com