
Mal a vida parecia retomar o ritmo normal, já surge um novo vírus à solta, pronto para atingir os mais desavisados.
O hantavírus aparece como mais um vilão.
A infecção geralmente ocorre quando partículas presentes em excrementos, saliva ou urina de roedores contaminados se espalham pelo ar. Além disso, uma pessoa já infectada pelo hantavírus pode transmitir o vírus para outras pessoas, ampliando o risco de contágio.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde, as pessoas costumam ser infectadas ao entrar em contato com ambientes contaminados — por exemplo, ao varrer locais onde ratos e camundongos fizeram ninhos, liberando partículas virais no ar.
Segundo a revista médica The Lancet, o nome deriva da região do Rio Hantan, na Coreia do Sul, onde o vírus foi identificado na década de 1970.
O hantavírus pertence a uma família de vírus que causa duas doenças: uma que afeta principalmente os pulmões e outra que compromete os rins. A primeira recebe mais atenção por apresentar uma alta taxa de letalidade, em torno de 40%. A síndrome pulmonar por hantavírus, a forma respiratória da doença, é mais comumente encontrada nas Américas do Norte e do Sul.
De acordo com o governo canadense, ocorrem cerca de 200 casos de hantavirose pulmonar por ano em todo o mundo. Em 2025, a pianista Betsy Arakawa, esposa do ator Gene Hackman, morreu de síndrome pulmonar por hantavírus no Novo México, conforme resultados da autópsia.
Sintomas
A hantavirose geralmente começa com sintomas semelhantes aos da gripe, como fadiga e febre, de uma a oito semanas após a exposição, segundo o CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA). De quatro a dez dias depois, surgem tosse, falta de ar e acúmulo de fluido nos pulmões.
O diagnóstico nas primeiras 72 horas de infecção é difícil, afirma o CDC, e os sintomas podem ser facilmente confundidos com os de uma gripe comum.
Quanto ao tratamento, não há terapia específica para a doença; por isso, o cuidado se concentra em medidas de suporte, incluindo repouso e hidratação. Em casos graves, os pacientes podem necessitar de suporte respiratório, como o uso de ventiladores.
Prevenção
Especialistas afirmam que a exposição ao hantavírus pode ser minimizada ao afastar e eliminar roedores de áreas com presença humana. É importante evitar o uso de aspiradores de pó ou varrer excrementos secos, pois isso pode transformar o vírus em aerossol — partículas que permanecem suspensas no ar.
Diante de todas essas informações, fica evidente que o hantavírus não é uma doença fraca ou de pouca relevância. Pelo contrário, trata-se de um vírus de alta letalidade, difícil de diagnosticar precocemente e capaz de causar sérias complicações respiratórias e renais. Por isso, é fundamental adotar medidas de prevenção e manter a atenção redobrada para reduzir os riscos de infecção.
Com informação: CNN Brasil







