Câmeras ajudaram polícia a identificar rota de fuga e veículos usados em atentado contra tenente da Rota em SP

As imagens de câmeras de monitoramento da Prefeitura de São Paulo ajudaram a polícia a reconstruir a rota de fuga e identificar os veículos usados pelos suspeitos de participação no atentado contra o tenente da Rota Ronickson Pimentel dos Santos, baleado na cabeça no último sábado (27), em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo.
Segundo a administração municipal, a análise das imagens do Smart Sampa, feita pela Divisão de Inteligência (DINT) da Guarda Civil Metropolitana (GCM), foi compartilhada com as polícias Militar e Civil e contribuiu para as investigações que resultaram na prisão temporária de dois homens suspeitos de envolvimento no crime.
O tenente permanece internado na UTI do Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André. Baleado na cabeça, ele passou por uma cirurgia de emergência no sábado (27). Segundo a Polícia Militar, seu estado de saúde é gravíssimo, porém estável (leia mais abaixo).
Logo após o atentado, as equipes passaram a analisar as imagens captadas pelas câmeras do sistema de monitoramento da cidade. De acordo com a prefeitura, foi possível acompanhar o deslocamento dos criminosos até a comunidade de Heliópolis, na Zona Sul da capital, onde a motocicleta utilizada na ação foi abandonada.
Na sequência, os suspeitos foram vistos fugindo a pé, enquanto as equipes ampliavam o rastreamento por diferentes pontos da cidade.
As imagens também indicaram que os atiradores contaram com apoio logístico de outros veículos. Segundo a prefeitura, a análise permitiu identificar um automóvel que levou um dos suspeitos até o local onde ele embarcou na motocicleta utilizada no atentado, além de outros carros que acompanharam a ação antes e depois dos disparos.
A Justiça de São Paulo decretou no domingo (28) a prisão temporária de dois homens, de 40 e 52 anos, suspeitos de participação no atentado contra o tenente. Eles foram localizados pela Polícia Militar em Guaianases, na Zona Leste da capital, e encaminhados ao Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).
Segundo a investigação, os dois presos não são apontados como autores dos disparos, mas teriam prestado apoio logístico aos criminosos.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), as investigações apontam indícios de que os dois prestaram apoio logístico aos executores, utilizando veículos que acompanharam a motocicleta empregada no crime antes e depois dos disparos. Dois automóveis apreendidos com os investigados serão submetidos à perícia do Instituto de Criminalística.
Um terceiro homem, de 24 anos, compareceu ao DHPP acompanhando um dos detidos, mas não foi preso.
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Câmera de segurança registrou suspeitos de atirarem em tenente da Rota momentos antes do crime — Foto: Reprodução
Tenente segue internado
O atentado ocorreu na manhã de sábado (27), quando o tenente Ronickson Pimentel dos Santos, do 1º Batalhão de Polícia de Choque Tobias de Aguiar (Rota), foi baleado na cabeça em São Caetano do Sul.
O policial foi socorrido e levado ao Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André, onde passou por uma cirurgia neurológica de emergência.
Segundo a SSP, ele permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), sob monitoramento neurológico contínuo. O estado de saúde é considerado gravíssimo, porém estável.
Ronickson é irmão de Eloá Pimentel, assassinada aos 15 anos pelo ex-namorado Lindemberg Fernandes Alves, em outubro de 2008. O cárcere privado da adolescente durou cerca de 100 horas e foi acompanhado em tempo real por emissoras de televisão, tornando-se um dos casos criminais de maior repercussão do país.






