CPFL Piratininga registra 51 furtos de energia no 1º semestre na região de Indaiatuba

Balanço aponta 4,8 mil kWh recuperados na região
Indaiatuba, 26 de agosto de 2026 – A CPFL Piratininga identificou 1.232 mil irregularidades no consumo de energia em toda a sua área de concessão durante o primeiro semestre de 2026. As ações de combate a fraudes e furtos realizadas pela distribuidora permitiram recuperar 1,9 milhões de kWh de energia, volume equivalente ao necessário para abastecer aproximadamente 766 residências durante um ano.
Nos municípios de Indaiatuba, Salto e Itu, foram constatadas 51 irregularidades nos seis primeiros meses do ano, com 4,8 mil kWh recuperados.
Os números fazem parte do novo balanço semestral da companhia e refletem o trabalho permanente de fiscalização realizado em toda a área de concessão. As irregularidades são identificadas por meio de inspeções, análises técnicas, denúncias da população e, quando necessário, operações realizadas em conjunto com as autoridades policiais.
“A identificação dessas irregularidades vai muito além da recuperação da energia desviada. Estamos falando de situações que podem comprometer a segurança das instalações, afetar a qualidade do fornecimento, colocar em risco quem realiza a intervenção e também as pessoas ao redor, além das nossas equipes que precisam intervir nos medidores e estes podem gerar riscos de segurança em função das manipulações. Por isso, o combate às fraudes e aos furtos é uma atuação permanente da companhia”, afirma Victor Rios, gerente de Recuperação de Energia e Receita da CPFL Energia.
Popularmente conhecidas como “gatos”, as ligações clandestinas estão entre as irregularidades encontradas pelas equipes, assim como adulterações de medidores e outras intervenções realizadas com o objetivo de impedir ou reduzir o registro correto do consumo de energia.
Por serem executadas sem critérios técnicos e fora dos padrões de segurança, essas intervenções podem sobrecarregar a rede, provocar oscilações e até interromper o fornecimento. Há ainda riscos de curtos-circuitos, incêndios e choques elétricos, que podem atingir não apenas quem realiza a fraude, mas também moradores, trabalhadores e outras pessoas da comunidade.
Crimes que encarecem a energia
O combate às irregularidades também contribui para reduzir perdas que podem impactar os clientes. “Parte das perdas não técnicas, classificação que engloba furtos e fraudes, é considerada nos processos de revisão tarifária da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). Portanto, combater essas práticas também é uma forma de contribuir para um sistema mais eficiente e justo para todos”, explica Rios.
A CPFL reforça que o furto de energia é crime previsto no Código Penal Brasileiro e que, com a Lei nº 15.397/2026, nos casos de flagrante, a polícia não tem mais autorização para fixar o valor da fiança bem como elevou-se o teto da pena de reclusão de 4 para 6 anos. Além disso, as fraudes trazem riscos à segurança da população, podendo causar acidentes, interrupções no fornecimento e sobrecarga na rede elétrica.
Denúncias ajudam na identificação
A participação da população também é importante para o combate às irregularidades. Informações encaminhadas pelos clientes podem subsidiar inspeções e ajudar a direcionar as equipes para locais onde existam indícios de fraude ou furto de energia.
As denúncias podem ser feitas de forma anônima pelos canais da CPFL, no app “CPFL Energia” ou o site www.cpfl.com.br/fraude.
Tecnologia reforça fiscalização
Além das denúncias e inspeções em campo, o combate às irregularidades conta com o apoio de tecnologias e análises que permitem à CPFL direcionar as fiscalizações e ampliar a eficiência das operações.
Entre as soluções utilizadas estão sistemas de medição e monitoramento, caixas de proteção em unidades reincidentes, medidores instalados em locais protegidos e, em determinados segmentos, conjuntos blindados com leitura externa e acompanhamento remoto.
“Essas soluções ajudam a ampliar a segurança das instalações, a confiabilidade dos dados de medição e a assertividade das ações em campo. É um trabalho que combina tecnologia, inteligência e fiscalização para reduzir irregularidades e preservar a qualidade do serviço”, conclui o gerente.
Com informações: Imprensa CPFL







