Indaiatuba registra mais de 1.300 doses aplicadas no Dia D de Multivacinação – Comando Notícia
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Indaiatuba registra mais de 1.300 doses aplicadas no Dia D de Multivacinação

Vacinação ef

Campanha segue até 1º de setembro e Saúde orienta para importância de atualizar situação vacinal

No Dia D da Campanha de Multivacinação, realizado em 22 de agosto, as unidades de saúde de Indaiatuba registraram a aplicação de 1.313 doses. A vacinação ocorreu de forma seletiva, com avaliação da situação vacinal de cada pessoa e aplicação das doses necessárias para iniciar ou completar os esquemas previstos. A estratégia teve como principal objetivo oportunizar a atualização da caderneta e ampliar a proteção da população, especialmente de crianças e adolescentes menores de 15 anos.

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A diretora do departamento de Vigilância em Saúde, Renata Marciano, destaca que o número de doses aplicadas demonstra uma boa mobilização da rede. “Vale lembrar que uma mesma pessoa pode ter recebido mais de uma vacina. Por esse motivo, o número de doses aplicadas não corresponde necessariamente ao número de pessoas atendidas”, explica.

Entre as vacinas aplicadas no Dia D, destacaram-se: Influenza (495 doses), Dengue (115 doses, Febre Amarela (90 doses), dT (difteria e tétano, com 92 doses), HPV (59 doses), Hepatite B (57 doses), VIP Poliomielite (54 doses), Covid-19 Pfizer Comirnaty pediátrica (49 doses), DTP (Tríplice Bacteriana Infantil, com 46 doses, Meningocócica ACWY (80 doses) e Tríplice Viral (37 doses).

A Campanha de Multivacinação segue até 1º de setembro. “A orientação é para que pais e responsáveis aproveitem esse período para procurar uma unidade de saúde com a caderneta de vacinação. O alerta principal é: não espere aparecer uma doença para lembrar da vacina”, destaca secretário municipal de Saúde, Dr. Flávio Brito.

“A vacinação deve estar em dia antes da exposição aos agentes infecciosos. A campanha é uma oportunidade para verificar toda a situação vacinal e não apenas uma vacina específica”, continua. “O Ministério da Saúde reforça que a estratégia contempla diferentes imunizantes e que a vacinação é seletiva, ou seja, os profissionais avaliam a caderneta e aplicam as doses necessárias”.

Quem não tem a caderneta de vacinação, deve levar um documento com foto até uma unidade de saúde para que a equipe faça a avaliação do histórico vacinal disponível. Quando não há comprovação adequada do histórico, a equipe de saúde segue as orientações técnicas vigentes para regularizar o esquema vacinal, evitando que a pessoa permaneça desprotegida.

Sarampo

O sarampo é uma doença altamente contagiosa, que pode provocar complicações como pneumonia e encefalite. Em 2026, São Paulo registrou 23 casos da doença, enquanto, em todo o ano de 2025, foram registrados dois casos. O cenário reforça a necessidade de manter altas coberturas vacinais para evitar a circulação do vírus.

Indaiatuba não está entre os três municípios paulistas que receberam recomendação específica do Ministério da Saúde para vacinação indiscriminada contra o sarampo na faixa de 6 meses a 59 anos.

A recomendação ampliada foi direcionada, neste momento, aos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, em razão de casos relacionados à importação do vírus e do risco de disseminação.

Isso, entretanto, não significa que o sarampo não seja uma preocupação. “O cenário internacional e nacional exige atenção permanente da Vigilância, especialmente diante da circulação do vírus nas Américas e do risco de casos importados”, destaca Renata.

A meta estabelecida pelo Ministério da Saúde para o Programa Nacional de Imunizações (PNI) para vacinação contra o sarampo é de 95% de cobertura homogênea na população-alvo de cada faixa etária recomendada, especialmente entre as crianças. Em Indaiatuba, antes do Dia D, a cobertura era de 90% na D1 (primeira dose) e 78% na D2 (segunda dose).

Em Indaiatuba, a orientação é que a população mantenha a vacinação contra o sarampo atualizada de acordo com a idade e o histórico vacinal. “Não há, neste momento, recomendação para que toda a população tome uma nova dose indiscriminadamente. A equipe da unidade de saúde deve avaliar cada situação individualmente e indicar a vacinação necessária”, destaca Dr. Flávio.

“Quem não tem a dose comprovada em carteirinha de vacinação deve procurar uma unidade de saúde. Para pessoas de até 29 anos, é necessário ter duas doses. Para aqueles com 30 a 59 anos, é preciso uma dose comprovada”, orienta. “Já o profissional de saúde, independente da idade, deverá comprovar duas doses”.

Atenção

O sarampo é uma doença causada por vírus e muito contagiosa. Pode atingir pessoas de qualquer idade, principalmente aquelas que não estão vacinadas ou não têm o esquema vacinal completo. O vírus é facilmente transmitido pelo ar, quando uma pessoa infectada tosse, espirra, fala e respira. Dados indicam que 9 em cada 10 pessoas não protegidas podem ser infectadas quando ficam próximas de alguém com sarampo.

Os principais sintomas são febre alta, manchas vermelhas na pele, tosse, coriza e olhos vermelhos ou irritados. Em alguns casos, o sarampo pode causar complicações importantes como pneumonia, perda da audição, inflamação do cérebro e outas sequelas neurológicas, alteração da visão e em casos graves, até a morte.

A vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, continua sendo a melhor forma de prevenção. Por isso, procure a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais perto de sua residência e faça uma avaliação de sua carteira de vacinação.

Foto: Arquivo-Eliandro Figueira