
Praticar artes marciais na terceira idade pode contribuir para a saúde física e mental, com ganhos relacionados à força muscular, à coordenação motora e ao bem-estar. Entre as modalidades que podem ser adaptadas para esse público estão Tai Chi Chuan, Aikidô, Caratê, Jiu-Jitsu e Taekwon-do.
“São atividades que oferecem ótimos benefícios, como melhorar o equilíbrio e prevenir quedas, combater o estresse e a ansiedade, estimular o cognitivo, além de fortalecer a musculatura sem sobrecarregar as articulações”, explica a instrutora faixa-preta de Jiu-Jitsu Maira Bandeira.
Segundo a especialista, a prática precisa considerar as características e limitações de cada aluno. “É possível adaptar os exercícios de acordo com a realidade de cada praticante. Por isso, mais importante do que escolher uma determinada modalidade é encontrar um professor qualificado e que saiba trabalhar com o público idoso”, afirma.
Antes de iniciar as aulas, a recomendação é fazer uma aula experimental ou assistir a uma atividade para conhecer a metodologia utilizada pelo professor. A observação permite verificar como o profissional conduz os exercícios e, principalmente, se respeita os limites individuais dos alunos.
“Nem todo professor tem o mesmo cuidado com as limitações de cada pessoa. É importante perceber se ele orienta os movimentos de forma segura, se permite adaptações e se respeita quando o aluno não consegue ou não deve realizar determinado exercício”, orienta Maira.
Outro aspecto importante é aprender a cair. Por isso, técnicas de queda, ensinadas de maneira adaptada e segura, são parte importante do treinamento. O objetivo é desenvolver a consciência corporal e ensinar maneiras de reduzir o impacto em uma eventual queda, sempre respeitando as condições físicas do praticante.
Maira também ressalta a importância de uma avaliação médica antes do início da atividade. “Antes de escolher uma modalidade, é importante que o idoso consulte um médico, como geriatra ou cardiologista, para verificar se existe alguma restrição. Depois disso, deve procurar uma academia ou um professor com experiência comprovada no atendimento ao público idoso”, recomenda.
Há 11 anos, a lutadora oferece aulas de defesa pessoal para crianças e mulheres vítimas de violência física, psicológica e sexual, além de prestar suporte jurídico e psicológico por meio de seu Instituto Maira Bandeira.
“A expectativa de vida no Brasil está aumentando cada vez mais e praticar atividade física, com orientação adequada, pode contribuir para uma qualidade de vida melhor e para a manutenção da autonomia das pessoas”, conclui.
Com informações: Marco Paulo Ferreira
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