Polícia identifica 10 suspeitos de matar vítimas cujos corpos foram encontrados em SP entre setembro e outubro – Comando Notícia
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Polícia identifica 10 suspeitos de matar vítimas cujos corpos foram encontrados em SP entre setembro e outubro

Oswaldo nico globo

A Polícia Civil de São Paulo pediu nesta sexta-feira (23) a prisão de oito adultos e a apreensão de dois adolescentes suspeitos de envolvimento nos homicídios de quatro pessoas cujos corpos foram encontrados na capital entre 5 de setembro e 22 de outubro.

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Os quatro casos fazem parte de um grupo de 17 corpos encontrados entre setembro e outubro na capital e na Grande São Paulo e investigados pela Polícia Civil como homicídios (leia mais abaixo).

Segundo a pasta, quatro pessoas são suspeitas de um dos assassinatos, três de outro, duas de um terceiro e uma foi identificada como autora de um quarto homicídio.

 

Os quatro casos foram esclarecidos pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que continua investigando as demais ocorrências para identificar os responsáveis.

O secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, afirmou que o delegado-geral da Polícia Civil, Artur Dian, determinou o reforço de equipes de outros três departamentos nas investigações.

“Esses quatro casos já foram elucidados pelo DHPP, que segue trabalhando para identificar a autoria e prender os responsáveis por cada um dos demais crimes. Além disso, o delegado-geral, Artur Dian, determinou o reforço de equipes de outros três departamentos nas investigações dos demais casos”, afirmou o secretário.

 

17 corpos

 

Em um intervalo de 48 dias, entre 5 de setembro e 22 de outubro, a Polícia Civil registrou ao menos 17 ocorrências investigadas como homicídio após corpos serem encontrados abandonados em ruas e áreas de mata na capital e na Grande São Paulo.

Embora a sequência dos casos tenha levantado questionamentos sobre uma eventual conexão entre os crimes, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) reafirma que não há, até o momento, elementos que indiquem uma mesma autoria ou a atuação de um “serial killer” _em razão do boato que surgiu na internet.

Dos 17 corpos achados com sinais de tortura e execução, 14 estavam na cidade de São Paulo e são investigados pelo Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). Os outros três foram deixados em Itapecerica da Serra, Diadema e São Bernardo do Campo, onde esses casos são apurados pelas delegacias locais responsáveis pelas áreas.

Nos bastidores das investigações, porém, uma das hipóteses avaliadas por policiais é que parte dos assassinatos tenha relação com o chamado “tribunal do crime” _prática adotada por facções criminosas, como o Primeiro Comando da Capital (PCC), para julgar e executar pessoas acusadas de infringir regras impostas pelo grupo. Essa linha investigativa, no entanto, não abrange todos os casos, que são analisados individualmente.

Alguns dos cadáveres foram encontrados ensacados, amarrados, esquartejados, decapitados ou baleados. Parte das vítimas tinha passagens criminais anteriores por crimes como tráfico de drogas e sequestro.

 

Levantamento do g1 identificou a maior parte das vítimas encontradas na capital paulista. Dos 14 casos sob responsabilidade do DHPP, todas as vítimas já foram identificadas. São 12 homens e duas mulheres. Em alguns deles, entretanto, a reportagem ainda apura quais são os nomes completos e sexo das vítimas.

 

 

Para a desembargadora Ivana David, do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), os diversos corpos deixados em vias de São Paulo demonstram que criminosos estão desafiando as forças de segurança.

 

“Eu acho que dentro do contexto e principalmente desse contexto dos corpos serem abandonados dentro do Estado, a impressão que a gente tem de tudo que a gente estuda e conhece é que estão desafiando o sistema de segurança e o sistema de justiça”, disse Ivana à TV Globo.

 

“Mas o que chama atenção são tantas mortes em tão pouco tempo. A impressão que teve o quê? Teve um mutirão no ‘tribunal do crime’ para tantas mortes acontecerem num tempo tão curto que foi um pouco mais de um mês. Então eu acho que o grande desafio e o que tem que se tentar descobrir é por que tudo isso está acontecendo de uma única vez”, completou a desembargadora.

Procurado pela equipe de reportagem para comentar o assunto, Osvaldo Nico Gonçalves, secretário da Segurança Pública (SSP), disse que a polícia está empenhada em esclarecer as autorias dos crimes.

“Cada um tem sua investigação. Tem casos com prisão preventiva decretada. Tem casos que nós já estamos com seis suspeitos também de ter praticado esse tipo de crime. Então eu não vejo ligação entre um caso e outro”, disse Nico.

Até a última atualização desta reportagem não havia confirmação se algum dos suspeitos procurados tinha sido preso.

Com informações: g1 SP

Foto: Reprodução-TV Globo