Quase 30% dos corredores iniciantes desistem em 6 meses – Comando Notícia
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Quase 30% dos corredores iniciantes desistem em 6 meses

Corrida pé sem dor

São Paulo, novembro de 2026 – Para muita gente, a corrida começa como uma forma de cuidar da saúde. O problema é quando o prazer dá lugar a um desconforto constante: o corredor tenta ignorar, reduz a distância, cancela a prova do fim de semana e, quando percebe, encosta o tênis de vez.

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Esse abandono é comum. A pesquisa Por Dentro do Corre (Olympikus/Box1824) estima 15 milhões de corredores no país, mas 48% começaram há menos de um ano, sinal de alta rotatividade. A pesquisa não detalha os motivos, e a ciência ajuda a explicar: um estudo holandês com 774 iniciantes mostrou que 29,5% pararam de correr em seis meses. A lesão foi o principal motivo, citada por 48% dos que desistiram.

Dores nos pés, tornozelos e joelhos raramente têm causa única. Costumam combinar aumento rápido de quilometragem, descanso insuficiente, lesões anteriores mal resolvidas e particularidades da biomecânica. O erro mais comum é mascarar o ponto onde dói sem investigar a origem da sobrecarga.

“Quando uma pessoa corre, diferentes estruturas do corpo trabalham de forma integrada. Por isso, o local onde a dor aparece nem sempre corresponde à sua origem. A dor no joelho durante a corrida começa no joelho? Nem sempre”, explica Mateus Martinez, diretor técnico da Pés Sem Dor e responsável pela Pés Sem Dor Corre. Fisioterapeuta formado pela USP, mestre pela University of Queensland (Austrália) e maratonista qualificado para a Maratona de Boston, ele defende avaliar o histórico, a rotina de treino e a mecânica do movimento antes de tratar o sintoma.

O joelho reclama, mas a carga vem de baixo

Joelho, tornozelo e perna concentram a maior parte das lesões em corredores, segundo revisão do Journal of Sport and Health Science. A cada passada, o corpo recebe do solo de duas a três vezes o próprio peso, e pé, tornozelo, joelho e quadril dividem essa carga. Quando o pé apoia de forma assimétrica, a divisão muda, e estruturas acima dele passam a trabalhar além do que suportam.

Nem toda dor vem do pé: força do quadril, técnica e volume de treino também contam. Mas é por ele que a investigação costuma começar. Na base da Pés Sem Dor, com mais de 15 mil corredores avaliados em cinco anos, o calcanhar é a região de dor mais relatada.

“Sentiu que a dor persiste, piora durante a corrida ou faz você mudar o jeito de pisar? Esse é o sinal de que é hora de buscar uma avaliação especializada”, alerta o fisioterapeuta. Dor pontual em um osso que piora com o impacto pode indicar fratura por estresse e requer avaliação rápida.

Diagnóstico e soluções sob medida

A Pés Sem Dor avalia o corredor com base no histórico de treinos, na baropodometria (que mapeia a pressão sob o pé, tanto em repouso quanto em movimento) e no escaneamento 3D. Dessa leitura nasceu a palmilha da Pés Sem Dor Corre, produzida a partir das medidas de cada pé, respeitando as assimetrias.

A estrutura combina uma base de TPU impressa em 3D, para estabilidade e suporte, com insertos de E-TPU no calcanhar, espuma que se deforma sob a carga e devolve cerca de 55% da energia em ensaio de ressalto, contra 37% do EVA convencional. Meta-análise do British Journal of Sports Medicine encontrou redução de 28% no risco geral de lesões com palmilhas de contorno anatômico.

“A ideia não é engessar o movimento, mas oferecer um suporte sob medida que complemente o tênis e respeite o desenho de cada pé. A palmilha é uma parte do plano; ajuste de carga, fortalecimento e recuperação são as outras”, explica Martinez.

Sentir dor não precisa ser a linha de chegada. Ouvir os sinais do corpo não significa parar, mas ajustar a rota: buscar orientação, cuidar da biomecânica e respeitar a recuperação é o caminho para voltar a correr com segurança.

Com informações: Assessoria de Imprensa-Pé Sem Dor