CidadesIndaiatuba

Indaiatuba recebe reconhecimento por eliminar transmissão de HIV de mãe para filho

A Prefeitura de Indaiatuba recebeu da Secretaria da Saúde do Governo do Estado de São Paulo, por meio do Programa Estadual IST/Aids-SP o certificado do 2º Prêmio Luiza Matida em reconhecimento ao trabalho realizado para eliminação da transmissão vertical do HIV. De acordo com Departamento de Vigilância em Saúde, há mais de 10 anos Indaiatuba não apresenta nenhuma transmissão vertical do HIV (quando o vírus é passado da mãe para o bebê). O prêmio é dado aos municípios que se mantém sem a transmissão vertical por mais de dois anos.

A secretária de Saúde, Graziela Garcia e a coordenadora do Programa Municipal de IST/HIV/Aids/Hepatites Virais, Pamela Cristina Tobaldini dos Santos levaram para o prefeito de Indaiatuba, Nilson Gaspar (MDB) o certificado, o qual parabenizou o trabalho desenvolvido pela equipe da Saúde.

Indaiatuba possui atualmente três gestantes positivas para HIV com acompanhamento do Programa Municipal de IST/HIV/Aids/Hepatites Virais. “Esse é um prêmio muito importante para o município, pois o HIV ainda é umas das maiores causas de morte infantil no mundo e o nosso trabalho aqui é preservar o direito reprodutivo das mulheres que vivem com o HIV de forma segura e manter a criança saudável”, comenta a coordenadora do Programa, Pamela Cristina Tobaldini dos Santos.

O Programa Municipal de IST/HIV/AIDS teve início em 2003 no município e vem trabalhando de forma intensa na busca pela redução da transmissão vertical do HIV. A estimativa do Ministério da Saúde para Eliminação deste agravo no país é de 0,3 casos/1000 nascidos vivos, e o nosso município tem uma incidência desta doença de 0 casos/1000 nascidos vivos há 10 anos. Em Indaiatuba há cerca de 440 pessoas vivendo com com HIV/Aids em segmento e no ano de 2018 foram notificados 21 casos novos.

O município  trabalha com a Prevenção Combinada que usa diferentes abordagens de prevenção como medidas: biomédicas, comportamentais e estruturais, para responder as necessidades específicas de determinados segmentos populacionais e de determinadas formas de transmissão do HIV. As intervenções biomédicas são ações voltadas à redução do risco de exposição, mediante intervenção na interação entre o HIV e a pessoa passível de infecção.

Essas estratégias podem ser divididas em dois grupos: intervenções biomédicas clássicas, que empregam métodos de barreira física ao vírus, já largamente utilizadas no Brasil como o uso da camisinha feminina e masculina; e intervenções biomédicas baseadas no uso de antirretrovirais (ARV) como medicamentos hoje utilizados no tratamento para prevenção do HIV em pessoas com exposições sexuais desprotegidas eventuais e a Profilaxia Pré-Exposição – PrEP, em que alguns grupos considerados prioritários com maior vulnerabilidade para a infecção pelo vírus HIV, podem tomar os medicamentos antes da exposição sexual desprotegida.

As intervenções comportamentais e estruturais são ações que contribuem para o aumento da informação e da percepção do risco de exposição ao HIV e para sua consequente redução, mediante incentivos a mudanças de comportamento da pessoa e da comunidade ou grupo social em que ela está inserida, assim como ações voltadas aos fatores e condições socioculturais que influenciam diretamente a vulnerabilidade de indivíduos ou grupos sociais específicos ao HIV, envolvendo preconceito, estigma, discriminação ou qualquer outra forma de alienação dos direitos e garantias fundamentais à dignidade humana.

Foto: Eliandro Figueira RIC/PMI