Cidades

AB Colinas apoia campanha de combate a Hanseníase

Em parceria com a Artesp (Agência de Transportes do Estado de São Paulo), a AB Colinas apoia a campanha Janeiro Roxo, realizada pela Sociedade Brasileira de Hansenologia (SBH), que visa conscientizar os usuários sobre a Hanseníase. A partir do  dia 18, a concessionária publicou nos painéis eletrônicos instalados nas rodovias a mensagem “Todos contra a Hanseníase. Manchas na pele. Procure um médico”, que visa orientar sobre a importância do tratamento precoce.

Já no dia 22, em celebração ao Dia Mundial do Hanseniano (comemorado no dia 24 de janeiro), a concessionária realiza um evento de conscientização dos usuários. A ação acontece entre 9h e 12h, em um posto localizado no km 26 da Rodovia Deputado Archimedes Lammoglia (SP-075), pista sentido Sorocaba. Nele, um profissional da SBH irá distribuir um folheto com orientações sobre a doença e vai tirar dúvidas dos usuários sobre a hanseníase. Uma equipe da AB Colinas também estará no local realizando atendimento ao usuário com aferição de pressão, medição de temperatura e orientação sobre os cuidados com a Covid-19.

De acordo com a SBH, com 30 mil casos anuais, o Brasil é o segundo país com mais casos de Hanseníase no mundo, ficando atrás apenas da Índia. O órgão relata que a falta de informação, inclusive por parte dos profissionais da saúde, é um dos problemas que dificultam o controle da doença no país.

Saiba mais sobre a hanseníase*

O que é hanseníase?

É uma doença infecciosa e contagiosa, que causa manchas esbranquiçadas ou avermelhadas na pele. A pele também pode ter alteração da sensibilidade e o paciente não sente (ou tem sensibilidade diminuída) calor, frio, dor e mesmo o toque. É comum ter sensação de formigamento, fisgadas ou dormência nas extremidades (pés, mãos) e em algumas áreas pode haver diminuição do suor e de pelos. Atenção: o paciente pode ter dificuldades para segurar objetos, pode queimar-se e não sentir ou, por exemplo, perder os chinelos sem perceber. A doença pode provocar o surgimento de caroços e placas em qualquer local do corpo e diminuição da força muscular.

De onde vem a doença?

A hanseníase não é hereditária. É causada pelo bacilo Mycobacterium leprae e sua transmissão acontece de pessoas doentes sem tratamento para pessoas saudáveis, pelas vias aéreas superiores (tosse, espirro, fala).

Como é feito o diagnóstico da hanseníase?

O diagnóstico precisa ser feito o quanto antes. A doença pode ser diagnosticada em uma consulta médica em consultório ou ambulatório. O médico analisa lesões na pele com manchas (partes da pele podem não ter sensibilidade) e alterações neurológicas específicas (dormências e formigamentos). O serviço público de saúde em todo o Brasil oferece gratuitamente o tratamento. Importante: todas as pessoas que convivem ou conviveram com o paciente de hanseníase devem ser examinadas.

Hanseníase tem cura?

Sim, a hanseníase tem cura. Quanto mais cedo o tratamento, menores são as agressões aos nervos e é possível evitar complicações. O paciente que inicia o tratamento não transmite a doença a familiares, amigos, colegas de trabalho ou escola.

Como são feitos os exames?

Em muitos casos, os médicos dos serviços públicos de saúde especializados em hanseníase podem diagnosticar a doença apenas no exame clínico. Pacientes de hanseníase fazem exame dermatológico e exame neurológico.

Como é o tratamento?

O tratamento da hanseníase é simples. Em qualquer estágio da doença, o paciente recebe gratuitamente os medicamentos para ingestão via oral – os medicamentos destroem os bacilos. O tratamento leva de 6 meses a 1 ano. Se seguir o tratamento cuidadosamente, o paciente recebe alta por cura.

*(fonte: SBH)