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Câmara vota 14 projetos; 9 são nome de rua ou título honorífico

HUGO ANTONELI JUNIOR

Com um vereador a menos, Edvaldo Bertipaglia (PSB), que faltou, a Câmara de Indaiatuba (SP) voltou e aprovou 14 projetos de lei na noite de segunda-feira (16). Do textos apresentados, cinco eram de concessão de títulos honoríficos a cidadãos e quatro referentes a nomes de ruas.

Entre os outros projetos aprovados estão um que cria o “Dia de Homenagem aos Empresários de Sucesso” da cidade, do vereador Massao Kanesaki (DEM); um sobre a proibição dos canudinhos de plástico, de Cebolinha (MDB) e Januba; outro sobre controle da dengue, do vereador Professor Luiz Carlos (MDB); um que obriga os estabelecimentos que vendem bebidas em garrafas de vidro não retornáveis a disponibilizarem recipientes para reciclagem, do vereador Alexandre Peres (SD); um sobre a criação da Central de Libras, da vereadora Silene Carvalini (MDB), e dois da Prefeitura alterando reações de projetos.

Foram apresentados dois requerimentos. Ambos tiveram o pedido de vista apresentado e aprovado pelo líder de governo, Cebolinha (MDB). Um, do líder da oposição, Peres, pede informações detalhadas sobre a saúde. O outro, assinado pelos três da oposição, além de Peres, Arthur Spíndola (PV) e Ricardo França (PRP), pede explicações da Prefeitura sobre um vídeo que circula nas redes sociais em que supostamente funcionários da Prefeitura retiram cobertores de moradores em situação de rua. Ao todo a sessão teve 43 indicações, cinco moções e seis projetos apresentados às comissões.

Taxistas

Entre os ofícios apresentados na sessão está o pedido de retirada do regime de urgência do projeto que regulamenta o transporte por aplicativo na cidade. Houve, segundo o líder de governo, problemas em alguns artigos e o texto precisará de mais tempo para ser analisado e formatado. O pedido de retirada acontece para que o texto não trave a pauta, já que pelo regimento, após as comissões, o projeto precisa ser votado em 45 dias.

Cerca de 10 taxistas foram acompanhar a sessão esperando que o texto entrasse em pauta. “Paramos o serviço para estar aqui, todos parados e aí não vai votar?”, disse um deles ainda durante a sessão ao Comando Notícia. “Pessoas da Prefeitura falaram que virmos aqui hoje porque ia votar. Esse projeto é uma promessa de 2015 e até hoje não foi cumprida”, relata.

Depois do término da sessão, uma das mais rápidas do ano, com 45 minutos, os taxistas foram falar com os vereadores e pediram explicação sobre isso.

fotos: Hugo Antoneli Junior/Comando Notícia