campinasCidades

Campinas entra na fase vermelha a partir desta terça

Pressionada pelo aumento de casos graves e sobrecarga nos leitos Covid-19, a prefeitura de Campinas (SP) determinou a adoção de regras da fase vermelha, a mais restritiva do Plano SP, a partir desta terça-feira (23), entre 21h e 5h. Com isso, apenas atividades essenciais poderão funcionar no período até o dia 1º de março.

Veja os principais pontos anunciados pelo prefeito nesta segunda:

  • Restrição de todas as atividades entre 21h e 5h;
  • Fechamento de bares entre 20h e 5h;
  • Permanecem abertos entre 21h e 5h apenas os serviços essenciais;
  • Fim da tolerância de 1h no fechamento de bares e restaurantes;
  • Igrejas só podem funcionar até 21h;
  • Início do ano letivo mantido para 1 de março, mas aulas noturnas presenciais estão suspensas.

Fiscalização

De acordo com o prefeito de Campinas, Dário Saadi (Republicanos), ficou definido em reunião com o secretário de Segurança Pública e a Guarda Municipal o aumento das fiscalizações para coibir grandes aglomerações, como festa e reuniões, apontadas como responsáveis diretamente pelo aumento de casos.

“A gente pede que a população não aglomere, em bares, chácaras, quintais de casas, festas. Campinas tem milhares de estabelecimentos. É uma situação em que é preciso contar também com a população”, disse Dário.

Regras da fase vermelha

O anúncio de adoção das regras da fase vermelha foi feito em transmissão on-line nesta segunda-feira (22). A medida foi tomada de forma unânime pelo Executivo e os órgãos técnicos, como a Saúde e a Vigilância Sanitária. A medida será válida até o dia 1º de março, mas pode ser prorrogada caso necessário.

Não houve mudança da classificação no Plano SP pelo governo estadual – a região administrativa de Campinas segue classificada na fase amarela. “A prefeitura não é contra nenhum setor, não é contra a economia. Essa é uma decisão de consenso de todo corpo técnico. A cidade chega numa lotação de leitos de UTI preocupante e não queremos deixar ninguém na fila. Não queremos que a rede pública entre em colapso. É uma medida amarga, mas necessária para salvar vidas”, defendeu Dário.

Com informações G1 Campinas

Foto: Prefeitura de Campinas