Campinas registra crescimento de 20% em energia solar e queda de 33% no custo de instalação em cinco anos

Interior paulista consolida-se como motor da transição energética; diretor da Ecobrisa Energia destaca aceleração da adesão à geração própria no segmento residencial e comercial
Campinas registrou crescimento de 20% em energia fotovoltaica instalada em 2025, encerrando o ano com 87,81 MW em operação. O avanço coloca a cidade entre os principais polos de geração distribuída do Estado de São Paulo e reforça o protagonismo do interior paulista na transição energética brasileira.
Por trás desse desempenho há uma combinação de fatores climáticos, econômicos e tecnológicos que explica por que o interior paulista tem puxado a expansão solar no país. A lógica é direta: regiões mais quentes registram maior uso de ar-condicionado, o que eleva o consumo de energia elétrica e, consequentemente, impulsiona o interesse pela geração própria. O interior paulista concentra sol mais intenso, contas mais altas no verão e um mercado que já compreendeu as vantagens econômicas de produzir a própria energia.
Custo cai 33% em cinco anos e retorno sobre investimento diminui pela metade
O dado que mais chama atenção na expansão recente da energia solar na região de Campinas não é apenas o crescimento em potência instalada, mas a velocidade com que o custo da tecnologia caiu. Para uma residência com consumo médio de 450 kWh por mês, perfil que corresponde a uma conta de cerca de R$ 400,00, um sistema composto por oito placas fotovoltaicas custava R$ 19.800,00 em 2022. Em 2025, o mesmo sistema sai por R$ 13.200,00, uma redução de 33,3% em apenas cinco anos.
O efeito sobre o prazo de retorno do investimento é igualmente expressivo. Se em 2022 o tempo estimado para recuperar o valor aplicado era de 5,5 anos, hoje esse prazo caiu para 3,5 anos, uma diferença de dois anos a menos para que o sistema passe a gerar economia líquida para o proprietário. A queda de custo foi consistente e global, impulsionada pela escala da indústria fotovoltaica, e se traduz diretamente em maior acessibilidade para o consumidor brasileiro.
Geração distribuída: cada residência ou empresa, uma pequena usina
A expansão observada em Campinas faz parte de um movimento mais amplo de descentralização da produção de energia elétrica no Brasil, conhecido como geração distribuída. O conceito é simples: em vez de depender exclusivamente das grandes usinas e das redes de transmissão de longa distância, residências, empresas e indústrias passam a produzir a própria eletricidade, geralmente por meio de painéis solares instalados nos telhados, e injetam o excedente na rede local.
Do ponto de vista técnico, o coração do sistema fotovoltaico não são apenas as placas, mas também o inversor, equipamento responsável por converter a corrente contínua gerada pelos painéis em corrente alternada, que é o padrão utilizado na rede elétrica doméstica. Em sistemas residenciais de pequeno porte, é comum o uso do microinversor, que realiza essa conversão individualmente em cada placa, aumentando a eficiência e simplificando a manutenção.
Painel fotovoltaico e aquecedor solar: tecnologias distintas
Um ponto que especialistas destacam como fonte frequente de confusão entre o público diz respeito à diferença entre dois sistemas com nomes parecidos, mas funções completamente distintas. O painel fotovoltaico converte a luz solar em eletricidade, que pode alimentar qualquer equipamento da casa, como televisor, geladeira, ar-condicionado e chuveiro elétrico. Já o aquecedor solar, também chamado de coletor solar, não gera eletricidade: ele capta o calor do sol para aquecer a água diretamente, sendo utilizado principalmente em chuveiros e torneiras. São tecnologias diferentes, com aplicações, custos e instalações distintos.
Brasil consolida energia solar como segunda maior fonte da matriz elétrica
O crescimento em Campinas acompanha um movimento de escala nacional e reflete a liderança do Estado de São Paulo na geração distribuída fotovoltaica. No ranking paulista, Campinas ocupa a quarta posição em potência instalada, atrás apenas de São Paulo, Ribeirão Preto e São José do Rio Preto.
O Brasil atingiu 65,1 GW de capacidade solar instalada em 2025, o que posiciona a fonte como a segunda maior da matriz elétrica brasileira, responsável por 24,5% da geração do país. O setor recebeu R$ 32,9 bilhões em investimentos no ano e gerou 319,8 mil empregos diretos e indiretos. Como resultado ambiental, a expansão fotovoltaica evitou a emissão de 105,9 milhões de toneladas de CO2, o equivalente a retirar dezenas de milhões de veículos de circulação.
Segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), a geração própria solar já está presente em mais de 5.500 municípios brasileiros. As residências representam 69,2% das unidades consumidoras com geração própria, seguidas por comércios (18,4%) e propriedades rurais (9,9%). Entre os estados, Minas Gerais lidera em número de imóveis com geração própria, seguido por São Paulo e Rio Grande do Sul.
Ecobrisa Energia amplia estrutura para atender a demanda estadual
Com concessionária operacional na região de Ribeirão Preto e unidade fabril em Campinas, a Ecobrisa Energia amplia sua capacidade de atendimento no interior paulista. A empresa atua no setor solar desde 2022 e acumula milhares de sistemas comercializados para residências, comércios e indústrias em todo estado de São Paulo, além de oferecer condições facilitadas de financiamento para diferentes perfis de consumidores.
“O Interior de São Paulo reúne condições excepcionais de irradiação solar e dinamismo econômico. Observamos crescimento consistente tanto no segmento residencial quanto no comercial, e estamos preparados para atender essa demanda com tecnologia e eficiência”, afirma Juan Ormachea, diretor executivo da Ecobrisa Energia.
Com informações: Redação MXP
Foto: Divulgação







