
Pesquisa de coorte publicada no Journal of Ophthalmology testou os efeitos das canetas para emagrecer e tratar diabetes em um grupo de 44 mil pacientes da Rede Colaborativa Global TriNetX para avaliar até que ponto o sobrepeso influi na formação da catarata. Todos os pacientes tinham 55 anos ou mais. Se elas já foram manchete como um medicamento possivelmente perigoso para os olhos, a pesquisa mostra que também podem desacelerar a catarata.
Segundo o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, diretor executivo do Instituto Penido Burnier que também é membro da ASCRS (American Society of Cataratact and Rrefractive Surgery)o sobrepeso e a obesidade são fatores de risco do diabetes que normalmente dobra o risco de contrair catarata. As canetas estimulam a produção no intestino do GLS-1, hormônio que dá a sensação de saciedade, além de manter a estabilidade da glicemia e diminuir os riscos cardíacos para todos que usam esta classe de medicamento. Por isso, é natural que diminuam as oscilações no formato do cristalino. Isso naturalmente preserva por mais tempo a transparência da lente do olho.
De fato, os pesquisadores dividiram os participantes em três grupos: O primeiro sem diabetes, com sobrepeso ou obesidade que foi tratado com canetas de liraglutida ou semaglutida. O segundo, tratado com diferentes inibidores de apetite e um terceiro que não recebeu tratamento algum. Todos foram acompanhados por 10 anos.
A pesquisa mostra que após cinco anos de acompanhamento quem usou as canetas teve uma redução de 59% na progressão da catarata em relação aos outros grupos. Aos sete anos a redução foi de 65% e aos 10 anos de 70%.
O estudo ainda revela que aos 10 anos as canetas reduziram em 85% o risco de catarata do tipo cortical que afeta a camada intermediária do cristalino e em 79% o tipo subcapsular posterior localizada atrás do cristalino que geralmente progride mais rápido e é a mais frequente entre diabéticos.O grupo tratado com inibidores de apetite teve maior progressão da catarata do que o grupo que não recebeu tratamento, revelando que os inibidores de apetite aceleram o processo de oxidação das células do cristalino.
Queiroz Neto destaca que apesar do resultado protetor das canetas apontado no estudo, ninguém deve começar a usar este tipo de medicamento sem antes passar por uma consulta oftalmológica completa, incluindo a tomografia da retina. Isso porque, explica, pessoas acima do peso podem ter diabetes que predispõe à retinopatia diabética, uma contraindicação para o uso das canetas.
O estudo é do tipo observacional e, portanto, não estabelece a relação causa e efeito. De qualquer forma, o controle da glicemia e do peso certamente beneficiam a saúde ocular. O oftalmologista afirma que muitos diabéticos ainda acreditam que não podem operar a catarata. Não só podem como devem passar pela cirurgia o quanto antes, ressalta. Isso porque, o procedimento é mais seguro quando o cirurgião consegue enxergar o fundo do olho do paciente que pode ter alterações que merecem atenção nas cirurgias oculares.
“A primeira defesa contra o envelhecimento célere dos olhos vem do prato, de potentes antioxidantes , como a luteína, a zeaxantina e a astaxantina que funcionam com filtro solar interno. São encontrados em alimentos comuns do dia a dia, entre eles a gema do ovo, o espinafre, a couve, a sardinha e o salmão. Esses nutrientes viajam pelo corpo e se acumulam estrategicamente nos olhos. Lá dentro, funcionam como um escudo que absorve os raios de luz nocivos e a luz azul das telas, impedindo que o cristalino oxide e envelheça antes do tempo”, conclui.
Com informações: Eutrópia Turazzi -LDC Comunicação
Foto: Magnífic





