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Celular dobrável chega ao Brasil

com informações do UOL

O brasileiro enfim poderá comprar —se tiver muito dinheiro— um celular com a tela dobrável por aqui. O Galaxy Fold, da Samsung, passará a ser vendido no país quase um ano após o seu anúncio internacional —ele foi lançado em fevereiro do ano passado com vendas previstas para alguns países em abril, mas só passou a ser comercializado internacionalmente em 6 de setembro, após falhas serem corrigidas.

Quem se interessar em ter a tecnologia que virou tendência entre fabricantes deverá, também, estar disposto a gastar. Ele vai custar R$ 12.999, passando a ser o smartphone mais caro entre modelos lançados nos últimos tempos pelas grandes marcas por aqui, pois superou os R$ 9.999 do iPhone XS Max, em 2018.

Fora do Brasil, o Galaxy Fold teve preço de lançamento de US$ 1.980 (na conversão atual sem impostos, cerca de R$ 8.700). Ele começará a ser vendido por aqui na cor preta na próxima quarta (22). A partir desta sexta, consumidores poderão fazer um pré-registro no site da Samsung. É possível testar em lojas da marca antes de comprá-lo. O formato da venda inicial será de “flash sales”, em que o Fold será vendido inicialmente apenas da quarta (22) às 21h até a quinta (23) às 21h.

A Samsung promete atendimento personalizado e fila expressa em assistências caso o consumidor tenha algum problema —incluindo a possibilidade de um celular ser emprestado enquanto o outro está em reparo.Com o lançamento, a Samsung ganha uma “guerra” entre empresas ao trazer às lojas o primeiro celular dobrável ao Brasil. Afinal, o Fold também foi o primeiro aparelho do tipo apresentado por uma grande marca globalmente —antes dele, o FlexPai, da menos conhecida e especialista em telas Royole, foi apresentado no fim de 2018.

“Para nós, essa é uma categoria totalmente nova de celulares que estamos lançando. Ela abre várias possibilidades, formatos novos de uso do celular e de telas”, aponta Renato Citrini, gerente-sênior de produtos da área de celulares da Samsung no Brasil. Poucos dias após o Galaxy Fold, a Huawei apresentou o Mate X na MWC (Mobile World Congress).

O aparelho já deu as caras no Brasil e nós fizemos uma análise em mãos dele, mas ainda não é vendido por aqui. Recentemente, parecia que a Motorola iria surpreender e antecipar-se às duas rivais com o aguardado Motorola Razr, nova versão do clássico celular flip da marca. As vendas mundiais do modelo, anunciado em novembro, estavam marcadas para janeiro, mas já foram adiadas pela companhia, que alega alinhamento com a “demanda”.

Lançado após um ano do anúncio, o Fold pode chegar ao Brasil um pouco “datado”. É provável que, assim como no ano passado, a Samsung apresente uma nova versão de celular dobrável em 11 de fevereiro, data em que lançará também os novos modelos da linha S —especulados como “S20”. Os rumores apontam para um novo dobrável no estilo do Razr, se abrindo e fechando no meio do celular verticalmente.

O Galaxy Fold e seus colegas dobráveis representam a maior inovação dos últimos tempos no mercado de smartphones, que vivia períodos de atualizações pouco marcantes entre um modelo e outro. O modelo da Samsung era uma promessa há anos da empresa, que buscava aprimorar a tecnologia para uma tela capaz de se dobrar. O novo recurso envolve uma nova camada de polímero e outras diferenças em relação ao tipo anterior de tela.

Ele é bem mais grosso e pesado do que os smartphones da atualidade, contando com uma tela na parte de fora até rústica para os padrões atuais de celulares. Ela é estranha e pequena (4,6 polegadas HD+), com bordas extremamente grandes em cima e embaixo. O aparelho se abre como um livro e revela a telona interna, que chega ao tamanho de um pequeno tablet, com 7,3 polegadas com resolução QXGA+ —rola apenas um entalhe no topo da tela à direita para câmeras, além de um vinco no centro da dobra.

A Samsung alega que o celular foi testado para ser dobrado até 200 mil vezes, o que garante uma vida útil de anos para o aparelho. O design do celular tem corpo de vidro, o que promete dar elegância, mas ao mesmo tempo trazer as chatas marcas de dedo.Um dos principais benefícios de um celular desse tamanho está na capacidade de “multitarefa”: é possível usar até três aplicativos ao mesmo tempo, definindo o tamanho de cada janela ao arrastar como se fosse no PC. Isso já rola em celulares como o Galaxy Note, mas é mais confortável em um aparelho do tamanho do Fold. É possível começar um aplicativo com a tela fechada e seguir da onde parou quando abre o celular como um livro.

fotos: divulgação/reprodução