
Ao impulsionar tanto o crescimento de startups quanto a qualificação dos profissionais da construção civil, a inteligência artificial conquistou um espaço já indispensável para a modernização e expansão do segmento. Ela cria um ambiente onde inovação e eficiência se entrelaçam, potencializando a escalabilidade de novos empreendimentos e a carreira dos especialistas.
Muitas startups têm explorado as capacidades da IA para criar soluções disruptivas, desde a etapa de planejamento e projeto até os canteiros de obras. “Em um setor historicamente resistente a mudanças, esse é um papel determinante para o futuro”, afirma Aluir Dias Purceno, CEO da Vetor AG Ventures, corporate venture building da Andrade Gutierrez.
Por exemplo, soluções baseadas em IA, como a modelagem computacional avançada (BIM), permitem que empreiteiras construam modelos de prédios e infraestruturas, levando em conta variáveis como tempo, custos e segurança. Softwares para otimização de cronogramas e recursos, por sua vez, ajudam a prever e evitar atrasos nas construções, melhorando a produtividade.
A sustentabilidade é outro ponto forte para o trabalho das startups em prol da construção civil: elas trazem soluções que viabilizam edificações mais verdes, utilizando materiais sustentáveis, otimizando o consumo de energia e promovendo a reutilização de recursos. Esse cenário de adaptação tecnológica gera um impacto direto na escalabilidade das startups.
No entanto, a inteligência artificial não se limita ao auxílio técnico; ela também abre portas para a educação. Ao analisar o desempenho individual em tempo real e criar simulações interativas, as ferramentas de aprendizado de máquina podem ser aplicadas no treinamento de profissionais, promovendo a evolução contínua do conhecimento e das habilidades dos trabalhadores. Dessa forma, as empresas conseguem manter uma equipe altamente capacitada e atualizada.
“Quando startups incorporam a inteligência artificial de maneira estratégica no setor, elas aceleram o crescimento de todo o ecossistema e criam uma infraestrutura robusta, que sustenta o desenvolvimento contínuo dos negócios. Com essa base, a empresa se torna mais resiliente, capaz de se adaptar às incertezas econômicas e se posicionar de maneira proativa para os desafios que o mercado exigirá nos próximos anos”, conclui o executivo.
Com informações: Maria dos Santos
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