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Excesso de velocidade é a infração mais cometida por quem perde CNH, aponta Detran-SP

A principal infração admitida por motoristas que perdem a carteira de motorista em São Paulo é o excesso de velocidade, de acordo com o Detran-SP.

Os dados fazem parte da pesquisa de perfil da Escola de Trânsito do Detran-SP, aplicada no curso de reciclagem de condutor infrator, e envolveu 18.171 alunos de 2017 a 2020. O levantamento aponta que a maioria dos infratores é homem.

Quando perguntados qual infração de trânsito os alunos sabem que mais cometem, 7.084 admitiram excesso de velocidade (46,2%), 2.092 por estacionar ou parar em local proibido (13,6%), 404 por avançar o sinal vermelho (2,6%) e 395 por usar o celular enquanto dirige (2,5%).

Pesquisa do Detran aponta perfil do condutor infrator  — Foto: Reprodução/TV Globo

O motorista pode perder o direito de dirigir de duas maneiras: habilitação suspensa, quando supera 20 pontos na carteira ao longo de um ano, ou quando comete uma ou mais infrações consideradas como autosuspensivas, como participar de racha, dirigir embriagado ou fugir do local do acidente, por exemplo.

A habilitação também pode ser cassada quando o condutor que tiver sido suspenso do direito de dirigir for abordado conduzindo veículo, reincidências graves ou quando o condutor for condenado judicialmente por delito de trânsito.

Pesquisa do Dentran de SP sobre perfil do condutor que perde a CNH por excesso de multa  — Foto: Reprodução/TV Globo

Mutirão de reciclagem

 

O Detran-SP conclui nesta quinta-feira (8) o mutirão de provas para motoristas que perderam a habilitação. Foram 2.500 condutores convocados desde terça-feira (7).

A expectativa do Detran-SP é acabar com o represamento causado pela pandemia de coronavírus, quando as provas foram suspensas.

Entre 2017 e 2020, foram mil condenados a perder a carteira de habilitação.

Nesta quinta-feira (8), os candidatos fizeram a prova na Fatec do Bom Retiro, na região central de São Paulo, pelos mais variados motivos. O curso é feito à distância, pela internet, mas a prova é presencial.

A assistente de vendas Daiane Nascimento conta que vendeu o carro e não passou o documento para o nome do comprador. “Aí eu acabei pegando a multa de outra pessoa”, afirma.

Edmar Oliveira é motoboy, mas está vivendo de bicos porque está sem a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) desde o fim do ano passado. Ele bateu os vinte pontos em multas dentro do período de um ano.

“Na profissão acontece muito isso daí. Quem trabalha nas vias, como motofretista, caminhoneiro, sempre vai passar por isso. Principalmente o motofretista, ele é muito cobrado por isso daí. Tem sempre que estar correndo nas vias, correndo risco de acidente, tudo, multa sempre. Bastante multa a gente paga”, afirma.

De acordo com Ernesto Mascellani Neto, presidente do Detran-SP, 94% dos acidentes são causados por falha humana e desrespeito aos limites de velocidade.

“As condições de tráfego da via são as principais causas, inclusive de óbitos. Quando quase metade dos nossos alunos reconhecem que ultrapassaram os limites de velocidade fica claro a correlação disso com os acidentes e também com os óbitos.”

16% são reincidentes

 

A mesma pesquisa aponta que 72% dos motoristas que precisam passar pela reciclagem são experientes: têm mais de 10 anos de CNH. A maior parte é homem, tem entre 25 e 39 anos, e 16% deles já frequentaram o curso para reabilitação mais de uma vez.

O administrador de tecnologia Éder Frugoni está fazendo a reciclagem pela primeira vez.

“Eu dirijo desde 96, já faz bastante tempo, é a primeira vez que acontece isso comigo, mas foi bom. De uma certa forma você se conscientiza mais. Hoje a educação no trânsito é muito mais cobrada do que na época, na década de 90, 2000, que era muito mais liberal. As pessoas abusavam mais. Hoje não.”

Com informações G1 SP

Foto: divulgação/Reprodução/TV Globo