Força, história, trajetória e “Sentimento de dever Cumprido”, Inspetor Chefe Nailton se despede após 37 anos de trabalho

Nesta última terça-feira (29) o Inspetor Nailton de Jesus Lago Ramos da Guarda Civil de Indaiatuba -SP, que atualmente trabalhava no patrulhamento, encerrou oficialmente sua trajetória após 37 anos de dedicação. Em seu último dia de serviço, ele recebeu mensagens de reconhecimento, gratidão dos colegas e um especial banquete de café da manhã na Sede Operacional da GCM. A sua esposa e filha também participaram da homenagem.

Cada um destes homens escreveu e escreve sua própria história na Instituição, entregando disciplina e comprometimento com o serviço que executam. Hoje, vamos conhecer um dos nomes por trás destas fardas.
Com o ingresso da 5ª turma que ocorreu no dia 02 de fevereiro de 1989, o Inspetor Chefe Nailton agora concluiu o seu tempo de serviço regulamentado e hoje usufrui da aposentadoria.
“No serviço operacional, encontramos muitos desafios; cada ocorrência é única, pois lidamos com pessoas que possuem diferentes tipos de comportamento. A sociedade, quando necessita do socorro não escolhe o tipo de farda, somente espera uma resposta rápida e eficiente, sem diferenciar escolhas”.
Nesta data tão especial, o Comando Notícia parabeniza o Inspetor Chefe pelos serviços prestados a sociedade e todos da 5ª turma, além de todos os integrantes da Guarda Civil Municipal.
“A minha história na Guarda Civil de Indaiatuba-SP começou assim. Por insistência do meu finado amigo e irmão Carlos (GC Reis ou Reizinho), entrei na Guarda em 02/05/89, na 5ª turma. Trabalhei como patrulheiro de rua até o ano de 1992, quando fui designado para trabalhar na Polícia Civil. Fiz muitos amigos por lá, inclusive os meus padrinhos de casamento: a dona Rosinha e o seu Ivan, marido dela. Na delegacia, desempenhei várias funções: comecei ajudando no exame de trânsito como examinador e também trabalhei com o parceiro e irmão GC Nelson, por um breve tempo, no setor de investigação. Fiquei lá até 2006. Após aquela tragédia do assalto ao banco, em que infelizmente morreram os companheiros GM Silveira e o antigo GM Lopes, voltei para a Guarda. Na sequência, trabalhei novamente com o GC Nelson nas motos da recém-formada ROMI”.


Depois, fui designado para a antiga CIRETRAN, onde continuei como examinador e atuei como vistoriador juntamente com o Jeferson, que era investigador da Polícia Civil. Logo em seguida, indiquei o parceirão GC Dirlei para me ajudar na vistoria, setor onde aprendemos muito. Essa parceria foi crucial para apreendermos muitos carros roubados com chassis adulterados, o que ajudou a Polícia Civil a desmantelar algumas quadrilhas de roubo de veículos. Mais tarde, fui trabalhar no COI como despachador de rádio, função que exerci por mais de 10 anos. Dali, voltei para a sede da Guarda para trabalhar como escalante na administração por um breve tempo. Depois, fui para o período noturno como supervisor de postos fixos, até que a função foi extinta.
Voltei novamente como patrulheiro de rua no plantão noturno, tendo como parceirão e irmão o Jeazão (Jean Fernandes), com quem trabalhei até o final do ano passado. Em seguida, retornei para o plantão diurno, onde permaneci até a data de hoje. Nesse período final, trabalhei com vários parceiros diferentes, mas todos foram parceiros de verdade e guardo cada um no meu coração. O mesmo vale para os outros que, mesmo não sendo parceiros de viatura, foram companheiros de trabalho. Cada um, com suas qualidades, foi muito importante na minha trajetória profissional, que se encerra hoje.
Me aposento com muita saúde e vitalidade, mas, principalmente, com aquela sensação de dever cumprido, graças a Deus. Agradeço a todos os amigos, peço desculpas por qualquer coisa — afinal, não sou perfeito — e que Deus abençoe a todos. Até qualquer dia e “brigaduu”!







Foto: Reginaldo Rodrigues-Arquivo





