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Fotografia de natureza muda a vida de ex-corretor de imóveis

Qual é a melhor maneira de relaxar e acalmar a mente? Para o catarinense Gustavo Heilmann, de 38 anos, fazer trilhas e fotografar a natureza foi o caminho encontrado há oito anos para uma mudança de vida.

A solução apareceu como forma de combater o sedentarismo e cuidar do próprio psicológico, mas acabou, aos poucos, se tornando a profissão de Gustavo.

“Eu era corretor de imóveis e síndico profissional. Hoje em dia sou fotógrafo. Minha fotografia tem muito a ver com a saúde mental, física e espiritual. Estou sempre buscando evoluir nessas três áreas”, conta.

Um dos lugares favoritos de Gustavo para registrar os animais em Florianópolis são as Dunas da Lagoa. — Foto: Gustavo Heilmann/Arquivo Pessoal

 

A evolução das técnicas e da qualidade dos registros aconteceu através de muito trabalho e estudo sobre a vida selvagem. No começo, apenas a câmera do celular era utilizada. Foi somente após aprender e desvendar todos os recursos deste material, que o então amador decidiu investir em equipamentos mais sofisticados.

Você precisa estudar bastante e dominar a técnica da foto com treinos, além de ter uma sensibilidade para os registros. Só que também é preciso conhecer o habitat em que você vai estar inserido e pesquisar sobre o animal que quer fotografar, para depois sim investir em equipamento.
A fotografia da vida selvagem é uma espécie de terapia para o catarinense Gustavo Heilmann. — Foto: Gustavo Heilmann/Arquivo Pessoal

 

As saídas para registrar paisagens e a fauna e a flora da conhecida llha da Magia são feitas quase que diariamente, sempre ao amanhecer ou na luz do fim do dia.

De acordo com o fotógrafo, há uma preocupação em registrar a natureza como ela é, sem humanizar os bichos e sem interferir no que nos cerca. “Nunca faço fotos montadas e muito menos manipulo os animais que encontro. A intenção é contar uma história verdadeira para as pessoas através dos registros.

Atualmente, Gustavo também escreve livros e se tornou mentor de fotografia. — Foto: Gustavo Heilmann/Arquivo Pessoal

Jornada de autoconhecimento

Depois de se profissionalizar na área da fotografia de natureza, escrever livros e se tornar mentor de fotografia, Gustavo afirma que a atividade de registrar o meio ambiente funciona como uma espécie de autoconhecimento.

“Na natureza a gente não manda em nada e isso nos ensina muito. A importância de ser paciente, o controle da ansiedade ao precisar tirar uma foto e até mesmo a ter empatia a medida que a gente observa a interação entre os animais”, explica.

Confira mais fotos

Existem 22 espécies de corujas no Brasil. — Foto: Gustavo Heilmann/Arquivo Pessoal

Dos menores aos maiores, Gustavo gosta de fotografar todos os animais que encontra. — Foto: Gustavo Heilmann/Arquivo Pessoal

Gustavo acompanhou por quatro anos uma família de saguis e se impressionou com o cuidado e afeto entre eles. — Foto: Gustavo Heilmann/Arquivo Pessoal

As cobras, quando encontradas, são motivo de comemoração para Gustavo que não perde a oportunidade de fotografá-las. — Foto: Gustavo Heilmann/Arquivo Pessoal

 

 

 Fotos: Gustavo Heilmann/arquivo Pessoal.

Com informações, G1.