Guarda civil de Indaiatuba é preso em operação contra suspeitos de sequestrar corretor de criptomoedas

Um guarda municipal de Indaiatuba (SP) foi preso na manhã desta terça-feira (7) em uma operação do Ministério Público e da Polícia Civil contra suspeitos de sequestrar um corretor de criptomoedas em fevereiro do ano passado, após uma tentativa de lavar R$ 70,8 milhões.
A investigação, conduzida pelo 34º DP (Morumbi), aponta que o valor fazia parte de um furto de R$ 146 milhões contra o Banco Itaú. O dinheiro foi bloqueado por instituições financeiras, o que teria motivado o sequestro.
Três dos seis suspeitos já foram presos, incluindo o guarda. Duas prisões aconteceram no Rio Grande do Norte. Também devem ser cumpridos 13 mandados de busca e apreensão.
Em nota, a Secretaria de Segurança Pública de Indaiatuba disse que “tomou conhecimento da operação nesta data e se coloca à disposição das autoridades para colaborar com as investigações”.
O crime
Segundo a polícia, o corretor foi abordado no Shopping Cidade Jardim, na Zona Sul da capital, e levado para um sítio em Santa Isabel, onde foi agredido e ameaçado. Ele foi forçado a entregar senhas de contas e celulares.
Os criminosos simularam a venda de um site de apostas para justificar as transferências e coagiram o corretor a fornecer senhas bancárias e de seus aparelhos celulares. Relatos indicam que o grupo mencionou ligações com a facção PCC.
Dados encontrados em celulares apreendidos mostram que o crime foi planejado com antecedência e que o corretor era monitorado.
As mensagens também indicam o uso de veículos de luxo e a ordem para “dar um pau” na vítima. O líder do grupo já foi investigado pela Polícia Federal e pelo CyberGaeco por fraudes eletrônicas semelhantes.
A polícia pediu a prisão temporária dos suspeitos por 30 dias, classificando a medida como imprescindível para a segurança da vítima e continuidade das investigações.
Também foram feitas buscas em endereços ligados ao grupo e solicitada a quebra do sigilo de mensagens para identificar toda a organização criminosa.
Foto: SSP-SP







