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Helicóptero Pelicano da Polícia Civil auxilia em transporte de rim para transplante

A Polícia Civil de São Paulo pôde, neste domingo (9), auxiliar mais um transplante e salvar uma vida. Na ocasião, uma equipe do Serviço Aerotático da Instituição utilizou um de deus helicópteros – o Pelicano – para ajudar uma equipe médica do Estado do Rio de Janeiro a transportar um fígado até o Hospital Albert Einstein, no Morumbi, zona oeste da capital paulista.
Comandado pelo delegado João Eduardo Felipe, com apoio de copiloto e um tripulante, a aeronave buscou os profissionais cariocas, juntamente com o órgão, no Aeroporto de Congonhas. Esse apoio foi solicitado pela Central de Transplantes da Secretaria da Saúde, a qual possui um convênio com a Polícia Civil para este tipo de situação.
“Eles [a Central de Transplantes] nos acionam para verificar a nossa disponibilidade. Depois, nos passam os contatos da equipe médica para que possamos viabilizar o dia e horário para o transporte”, explica Felipe.
Essa foi a segunda vez na última semana que a equipe permitiu que um órgão chegasse de maneira rápida a um paciente do mesmo hospital. Na quinta-feira (6), os profissionais buscaram um coração no Grajaú, na zona sul de São Paulo.
“É de suma importância [o nosso trabalho] pela rapidez que o órgão tem que chegar ao paciente. Às vezes o trânsito e a distância são um problema e, além do transporte terrestre, é preciso também ter a possibilidade do aéreo”, destacou o delegado que também compartilhou o depoimento que recebeu de um dos médicos auxiliados.
“Estou mandando esse áudio para agradecer o suporte da Polícia Civil. O atendimento que vocês prestaram a nós, como sempre, foi sensacional, e para informar que o coração já está batendo no tórax da nossa receptora. Parabéns pelo trabalho”, destacou o médico Sérgio, da ocorrência no Grajaú.
Sonho e formação
Felipe está na Polícia Civil desde 1990 e conta que já entrou na Instituição com a vontade de fazer parte do Serviço Aerotático, o que foi possível de ser realizado em 2008, quando passou em um concurso interno para atuar na equipe do Pelicano.
Depois, o delegado passou por um treinamento em conjunto com os oficiais da Polícia Militar do Águia, no Comando de Aviação da Instituição (CavPM). Foram quatro meses de curso e mais de 500 horas de voo em missões policiais, nos quais Felipe pôde se especializar como piloto e também como comandante de rádio patrulhamento aéreo. “É a realização de um sonho, além de ser gratificante poder ajudar as pessoas”, conclui.
Em ocorrências de transporte de órgãos, as equipes de Pelicano são compostas por um comandante que pilota o helicóptero, um copiloto e um tripulante, que é sempre um investigador formado em curso específico na Academia de Polícia. Mesmo com a formação no CavPM, os delegados que pilotam as aeronaves passam por treinamentos periódicos de emergência.