Polícia

Homem mata companheira e depois atira contra si mesmo; os dois morreram

Um rapaz de 42 anos matou a companheira e depois atirou contra si próprio na rua Kevork Panossian, Jardim Saltense, em Salto. O crime aconteceu na manhã desta sexta-feira (13). Os dois foram levados para o Pronto Socorro Municipal, mas não resistiram aos ferimentos. A mulher tinha 38 anos.

A ocorrência foi atendida pela Guarda Civil Municipal de Salto e pela Polícia Militar. A arma do crime e munições foram apreendidas. Testemunhas afirmam que o casal passava por problemas no relacionamento e uma possível separação que não era bem aceita por ele.

Feminicídio

Outro caso foi registrado no dia 17 de maio, em Salto. Uma mulher de 49 anos morreu esfaqueada pelo ex-companheiro, de 37, no Centro. O filho dela, de 23, também ficou ferido. Ambos foram socorridos ao hospital, mas a mulher não resistiu aos ferimentos. O agressor deixou a faca no local e fugiu. A Polícia Militar – que atendeu a ocorrência -, o encontrou na casa dos pais, no Jardim Independência.

Prevenção ao suicídio

Ligações para o Centro de Valorização da Vida (CVV), que auxilia na prevenção do suicídio, passaram a ser gratuitas em todo o país. Um acordo de cooperação técnica com o Ministério da Saúde, assinado em 2017, permitiu o acesso gratuito ao serviço, prestado pelo telefone 188.

Por meio do número, pessoas que sofrem de ansiedade, depressão ou que correm risco de cometer suicídio conversam com voluntários da instituição e são aconselhados. O centro existe há 55 anos e tem mais de 2 mil voluntários atuando na prevenção ao suicídio. A assistência também é prestada pessoalmente, por e-mail ou chat.

Violência doméstica no Brasil

O número de casos de violência doméstica registrados no Brasil aumentou em 2017, aponta um estudo divulgado em março pelo Departamento de Pesquisas Judiciárias do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). No total, foram relacionados 1.273.398 processos em tramitação nas justiças estaduais em todo o país, sendo que apenas no ano passado foram registrados 388.263 novos casos, um aumento de 16% em relação ao ano anterior. Até o final de 2017, havia um processo judicial de violência doméstica para cada 100 mulheres brasileiras. O número de casos pendentes se manteve estável em 833.289 processos.

Segundo o estudo, o programa “Justiça pela Paz em Casa” seria uma das razões para o aumento do número de processos decididos. A iniciativa prevê que os tribunais estaduais dediquem seus esforços durante três semanas do ano para julgar ações relativas a esses casos. Desde que a adoção do “Justiça pela Paz em Casa”, em março de 2015, até dezembro de 2017, foram proferidas 111.832 sentenças, e concebidas 57.402 medidas protetivas.

Outro canal de entrada de denúncias é a central telefônica Disque-Denúncia, criada pela Secretaria de Políticas para Mulheres (SPM). A denúncia é anônima e gratuita, disponível 24 horas, em todo o país. Só no último carnaval foram 5 mil telefonemas  denunciando maus-tratos e violências domésticas em todo o Brasil. 

foto: divulgação