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Indaiatuba trata 52% do esgoto, diz relatório da Abes

HUGO ANTONELI JUNIOR

Indaiatuba (SP) tem 98,4% de abastecimento de água, 96,8% de coleta de esgoto e trata 52,4% deste esgoto. É o que mostra o Ranking da Universalização do Saneamento, divulgado na segunda-feira (17) pela Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes). A cidade foi avaliada em 446,7 na pontuação geral incluindo todas as categorias, abaixo das cidades em destaque, que tiveram notas acima de 489 e classificadas como as que estão rumo à universalização.

Indaiatuba ficou abaixo de cidades da região como Piracicaba (500), Salto (499,7), Jundiaí (497,1), Itu (492,8) e Campinas (475,9). Os municípios foram avaliados quanto à oferta de serviços de abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto, coleta e destinação adequada de resíduos sólidos. Em cada uma das cinco categorias, as cidades receberam uma nota que vai até 100.

Há mais duas classificações intermediárias, a de Empenho para Universalização, com notas entre 200 e 449,99, que concentra a maioria dos municípios avaliados, 1.308; e a de Compromisso com a Universalização, com 224 municípios que obtiveram notas entre 450 e 489. Na outra ponta, na base do ranking, estão aqueles que obtiveram nota abaixo de 200 e foram classificados como Primeiros Passos para a Universalização. Ao todo, 251 dos municípios avaliados ficaram nessa faixa.

Em nota, via assessoria de imprensa, o Saae Indaiatuba informou que “desde sua inauguração em 2010, a ETE Mario Araldo Candello trata entre 70% e 85% do esgoto coletado, porém por estarmos em obra de ampliação e adequação que irá elevar a capacidade de tratamento da estação para 100%, ela está tratando, por questões técnicas, aproximadamente o mesmo índice do ranking. A obra está em fase final e no segundo semestre iniciaremos os testes, e em breve estaremos tratando 100% do esgoto coletado no município.”

Ao todo, participaram do estudo 1.868 municípios, que são os que possuem os dados necessários para serem ranqueados. Os demais 3,7 mil municípios brasileiros sequer possuem essas informações. Os dados divulgados nesta edição do ranking são referentes a 2017. Pelo Plano Nacional de Saneamento Básico (PNSB), o Brasil tem até 2033 para universalizar o saneamento básico.

Impacto

De acordo com a Abes, a ausência de saneamento adequado e a falta de higiene têm impactos negativos significativos à saúde da população. A ausência desse serviço é apontada pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), como responsável por aproximadamente 88% das mortes por diarreia, segunda maior causa de mortes em crianças de até 5 anos. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 94% dos casos de diarreia no mundo são devidos à falta de acesso à água de qualidade e ao saneamento precário.

ranking mostra que melhorar esse sistema resulta também em melhorias na saúde. Da edição 2018 para a edição 2019, em todas as categorias houve uma melhora nas taxas médias de internações pelas chamadas doenças relacionadas ao saneamento ambiental inadequado (cólera, febre tifóide, infecções intestinais bacteriana, diarreia, entre outras).

As maiores variações ocorreram entre os municípios de grande porte classificados como Primeiros Passos para Universalização, onde houve uma redução de 30,35% nas internações; e entre os municípios de pequeno e médio porte classificados como Rumo à Universalização, que registraram uma diminuição de 23,68%.

com informações da Agência Brasil

foto: arquivo/Saae Indaiatuba