Polícia

MPF pede para PF apurar suspeita de fraude na Casa da Moeda após denúncia de associação em SP

Ministério Público Federal (MPF) no Rio de Janeiro pediu para a Polícia Federal (PF) apurar a suspeita de fraude no transporte de material de dentro da Casa da Moeda, que também fica no Rio, após denúncia feita por uma associação em São Paulo.

De acordo com a Associação Brasileira de Combate à Falsificação (Abcf), com sede na capital paulista, a Ceptis, empresa do Rio que venceu a licitação para fornecer a tinta para imprimir as novas notas de R$ 200, reclama que a Casa da Moeda tem fornecido sua tinta, de forma irregular, para concorrentes. Um deles é Sellerink, que fica na Zona Sul de São Paulo.

A associação reuniu documentos que apontam a movimentação dos materiais fora da Casa da Moeda. A entidade procurou o MPF no Rio e o Núcleo de Repressão a Falsificação de Moeda da Polícia Federal, que fica em Maringá, no Paraná, para investigarem a denúncia.

A Abcf entende que o transporte do material da Casa da Moeda para a empresa concorrente está colocando em risco o segredo industrial das tintas, que são produtos químicos de segurança.

Se não fossem elas [as tintas] não teríamos como identificar o que é dinheiro falso e o que é dinheiro original. Cobrar as autoridades para que sejam ouvidos os responsáveis, para entender quem deu essa ordem, quem autorizou e que essas pessoas sejam punidas tanto na esfera administrativa quanto criminal”, disse Rodolpho Ramazzini, diretor da Abcf. “Precisa ser apurado imediatamente”.

A segurança contra a falsificação é tão complexa que poucas empresas são credenciadas para disputar a concorrência e fornecer as tintas para a Casa da Moeda brasileira.

Denúncia

Um trabalhador verifica folhas de cédulas durante uma visita de imprensa na Casa da Moeda do Brasil, no Rio de Janeiro — Foto: Sergio Moraes/Reuters

Um trabalhador verifica folhas de cédulas durante uma visita de imprensa na Casa da Moeda do Brasil, no Rio de Janeiro — Foto: Sergio Moraes/Reuters