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Obesidade preocupa no Brasil; nutricionista do Sesi Indaiatuba dá dicas

JOSEANE MIRANDA

Uma pesquisa do Ministério da Saúde da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico feito em 2017 por meio da Agência de Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e divulgado em abril deste ano revelou que 53% da população brasileira está com excesso de peso e 45,8% praticam atividade física insuficiente.

“O Brasil é segundo país do mundo com taxas de sobrepeso ou obesidade depois dos Estados Unidos. A gente já tem mais de 50% da população brasileira com sobrepeso ou obesidade e com peso corporal acima da normalidade”, afirma a nutricionista do SESI Indaiatuba, Susy Takahashi, que ministra entre outros cursos para geração de renda curso de culinária saudável.

Ela cita uma lista de ingredientes responsáveis pelos problemas de sobrepeso e obesidade: produtos industrializados, com excesso de gordura, sódio, produto refinado como açúcar e farinha e muitos aditivos. “São os principais causadores da obesidade no Brasil”, aponta a profissional. “O brasileiro incorporou alimentos industrializados e diminuiu a ingestão de alimentos mais saudáveis”, alerta.

Para a nutricionista, alguns fatores contribuíram para os novos hábitos alimentares do brasileiro que tem resultado no aumento alarmante de doenças crônicas entre a população e preocupado a classe médica e autoridades de saúde. “Muitas pessoas acabam optando por alimentos processados ou ultra processados para facilitar o dia a dia. Que são os alimentos congelados, os enlatados, os alimentos prontos ou fast foods com excesso de gorduras e açúcares e sal”, cita.

Crianças e adolescentes 

A principal preocupação é em relação ao público infantil. “Já é possível observar um grande número de crianças nas escolas públicas e privadas com excesso de peso e doenças como colesterol, diabetes, hipertensão e triglicérides elevado. Crianças de 5 ou 6 anos de idade é preocupante, diz.

Susy adverte que uma criança que está com este tipo de doença crônica quando adulto poderá desenvolver até também outros males associadas às doenças crônicas que elas apresentam hoje. A Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH), afirma o que aumento no número de crianças hipertensas pode ser explicado pelo crescimento da obesidade. No Brasil, a entidade estima que atualmente existam cerca de três milhões de crianças e adolescentes dos 3 aos 18 anos de idade hipertensos.

Dietas milagrosas

Em tempos de dietas milagrosas, principalmente aquelas divulgadas em redes sociais, a ordem da nutricionista com 17 anos de experiência é adotar hábitos saudáveis e uma rotina de exercícios físicos para vencer a obesidade ou o excesso de peso.

Uma boa opção é optar, por exemplo, pela pratica de congelamento que mantém as propriedades nutritivas dos alimentos. “Desde que o alimento seja preparado de forma saudável com redução de sódio, açúcar e gordura a pessoa consegue congelar e ter praticidade no dia a dia e uma alimentação saudável”, orienta a nutricionista.

Outro alerta é quanto a onda de alimentos ou suplementos considerados milagrosos. Febre hoje em dia. “Não existe um alimento que faz milagre, não existe dietas da moda que funcionam de forma positiva e eficaz. O certo é aderir a reeducação alimentar. Aprender a comer devagar, fracionar os alimentos, de acordo com cada pessoa”, pondera.

O programa de reeducação alimentar é decidido de forma individual observando aspectos da saúde dos pacientes e análise do peso e altura que revela o IMC (índice de massa corpórea), porcentagem de massa magra versus massa de gordura; hábitos alimentares; medicamentos que ingere; doenças apresentadas e se faz ou não atividades físicas.

Para a profissional quando a pessoa não consegue seguir uma dieta mesmo aquelas feitas com acompanhamento de um profissional da área de nutrição ocorre a desmotivação que é bastante prejudicial para o tratamento. “Isso pode fazer com que a pessoa tenha mais compulsão e às vezes coma até mais do que antes”, afirma.

Unir nutricionista, psicólogo, psicoterapeuta, profissional de educação física para orientar qual atividade mais adequada para o objetivo do paciente são opções interessantes para quem está em busca de melhor qualidade de vida e ou deixar o grupo de pessoas que está acima do pessoa ou com obesidade.

fotos: Hugo Antoneli Junior/Comando Notícia