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Oswaldo Montenegro é atração em Indaiatuba nesta semana

Em seu novo show, Balada Para um Ex-Amor, Oswaldo Montenegro faz uma fotografia dos desencontros do nosso tempo. O show, homônimo da música que dá nome ao espetáculo e é sucesso na internet, (Fala da sua dor, que eu conto o que passei / O tempo passou por nós como o vento quebrando o telhado que abriga a esperança), aborda diversos tipos de separação e de sentimentos dos ex-casais, nessa época de constantes trocas de parceiros e sonhos.

O show passará por Indaiatuba (SP) no dia 14 de fevereiro (sexta-feira), no Centro Integrado de Apoio à Educação de Indaiatuba (Ciaei). Os ingressos estão à venda pela internet.

Através de canções que compôs ao longo da carreira, o artista conduz o público por subtemas: Os afetos sólidos que o tempo fraturou, representado por Se Puder sem Medo (Deixa em cima dessa mesa a foto que eu gostava, pr’eu pensar que o teu sorriso envelheceu comigo). Os términos sem dor, como em Taxímetro (Eu só estranhava quando te via nua e preferia de vestido bordeaux).

A dificuldade em admitir o fim do sentimento, como a bailarina de Bandolins (Ela dançava só, na madrugada, se julgando amada ao som dos bandolins). A alegria de se libertar das relações sufocantes, presente em Eu quero ser feliz agora! (Se alguém disser pra você não dançar e que nessa festa você vai ficar de fora… não acredite, grite sem demora: eu quero ser feliz agora).

A paixão que se transforma em amor fraterno e sem fim, como em Por Brilho (As coisas se transformam, isso não é bom nem mal) e em Lua e Flor (Eu amava como jamais poderia se soubesse como te contar). O reencontro que surpreende com a ausência de qualquer resquício do antigo sentimento, como em Quem Havia de Dizer (A gente se vê qualquer dia, grande abraço e, quem diria, sem sequer nos lamentar).

A alegria de não sentir mais a paixão, como em Mais Leve e de Branco (Que maravilha não sentir mais amor… olhar a rua sem meu olho te procurar e achar a tua simpatia em qualquer lugar). E assim, passeando pelos afetos em suas diversas cores e matizes, Montenegro questiona a si e ao público sobre como lidar com esse novo tempo, em que nos separamos a toda hora, e paradoxalmente sonhamos com o amor eterno.

Em formato intimista, o músico se reveza entre piano e violões, acrescentando informalidade e emoção a esse projeto, em que o menestrel conta histórias sem pretender conclusões sobre elas, preferindo, isso sim, perguntas, como em A Lista (Faça uma lista de grandes amigos / Quem você mais via há dez anos atrás / Quantos você ainda vê todo dia / Quantos você já não encontra mais).

Pra fechar o espetáculo, Oswaldo Montenegro atende pedidos do público, transformando aquele momento num encontro especial de troca entre artista e plateia, que só quem esteve ali presenciou.