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Pepo Lepinsk é vítima de racismo após sessão ordinária

O presidente da Câmara de Indaiatuba e do Parlamento da Região Metropolitana de Campinas (RMC), Pepo Lepinsk, foi vítima de racismo e ameaça ao final da sessão ordinária da última segunda-feira (11). O chefe do Legislativo registrou Boletim de Ocorrência para reportar o crime à Polícia Civil, que vai investigar o fato.

Após a sessão, o acusado foi ao encontro do presidente da Câmara e o chamou de “macaco”. Em seguida, mencionou que tinha “nojo de presidente negro” e perguntou: “como pode um negro presidir a Câmara?”. As ofensas foram testemunhadas por várias pessoas que se encontravam na Galeria dos Presidentes, onde o tumulto começou.

Alterado, o acusado foi levado para fora do plenário pela Guarda Civil. Ele já respondeu a processos na esfera criminal por injúria e desacato.

Histórico

Ao longo da sessão de ontem, o homem que proferiu as ofensas tentou por várias vezes atrapalhar o andamento dos trabalhos, ao lado de outras pessoas que frequentemente descumprem o regimento interno da Casa ofendendo os vereadores e provocando manifestações ruidosas. Parte do grupo era composta por manifestantes que no dia 8 de janeiro depredou o patrimônio público nos atos golpistas em Brasília, que resultou na detenção de 1,4 mil pessoas.

O presidente lamentou o ocorrido. “As manifestações por si só não me incomodam, embora sejam um desrespeito à democracia e às outras pessoas que acompanham a sessão. Mas ontem a questão escalou para uma questão que eu não admito, que é o racismo. Essas pessoas não estão acostumadas a ver os negros em posição de liderança, porque só os querem na subalternidade, e isso já acabou, queiram eles ou não”, finalizou.

Na mesma sessão, grupo de professores promoveu manifestação pacífica e democrática, conforme estabelece o regimento da Casa, e teve a conduta elogiada pelos vereadores da base e da oposição.

Com informações: Assessoria/Câmara Municipal