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PF cumpre mandados contra lavagem de dinheiro do tráfico internacional de drogas em Viracopos

A Polícia Federal (PF) cumpriu, na manhã desta terça-feira (13), mandados de busca e apreensão e de prisão temporária contra crimes de ocultação de bens e capitais obtidos com lucros provenientes de tráfico internacional de drogas praticado no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP).

Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão e três de prisão temporária em Navegantes (SC) e Guarujá (SP). Segundo a PF, os envolvidos responderão por tráfico internacional de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro. Somadas, as penas podem ultrapassar 30 anos de prisão.

” A partir dessa investigação, nós identificamos um individuo europeu, que já foi inclusive condenado em 2012 pela Justiça dos Países baixos pela remessa de drogas ilícitas para o Brasil, e duas brasileiras”, explicou o delegado chefe da PF de Campinas, Edson Geraldo de Souza.

De acordo com a Polícia Federal, a investigação começou a partir da prisão de uma mulher que recebeu um pacote contendo 474 comprimidos de ecstasy escondidos em caixas de balas, enviado via Correios em fevereiro de 2018. A remessa vinha da Alemanha e tinha como destino o Guarujá.

Após a prisão da mulher, as investigações revelaram que havia mais pessoas envolvidas, formando, segundo a PF, “uma associação criminosa que enviou do exterior para o Brasil, utilizando-se do Aeroporto Internacional de Viracopos, 10 remessas de drogas, totalizando-se 4.505 comprimidos de MDMA“. Todos os pacotes foram interceptados.

Outros aeroportos

 

Por conta das interceptações da Alfândega em Campinas, a associação criminosa teria migrado para outros aeroportos, já que foram realizadas apreensões semelhantes nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Rio de Janeiro.

A PF, porém, acredita que os traficantes conseguiram entregar dezenas de remessas ao país, movimentando um grande volume de droga desde 2012, ano em que dois integrantes foram presos em solo europeu tentando enviar ecstasy para o Brasil.

A investigação destacou ainda que há “fortes indícios” de remessa do dinheiro proveniente do tráfico internacional de drogas, por meio de contratos cambiais. A operação recebeu o nome de 1912, em referência ao ano em que o ecstasy foi sintetizado pela primeira vez.

Droga apreendida pela PF tinha formato de chips — Foto: Polícia Federal/Divulgação

                    Droga apreendida pela PF tinha formato de chips — Foto: Polícia Federal/Divulgação

Com informações G1 Campinas

Foto:Arquivo /Comando Notícia