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Polícia Civil de Indaiatuba com o apoio da Dise Campinas, encontra fuzil, pistola e drogas em área rural de Elias Fausto

A Polícia Civil de Indaiatuba (SP),  com apoio da Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (DISE) Campinas, apreendeu armamentos de calibre pesado, centenas de munições e cem tijolos de cocaína em um haras localizado em Elias Fausto (SP), na tarde desta quinta-feira (3). O responsável pelo local foi preso e estão foragido o dono do imóvel e um suspeito de tráfico de drogas.

As investigações que motivaram a expedição da ordem de busca, apontavam que o local em questão, era utilizado como ponto de armazenamento de drogas e armas, e por isso foi dado prosseguimento nas diligências efetivadas no dia 13 de agosto, que resultaram na apreensão de cerca de 1.300 kg de cocaína em Indaiatuba.

No local, após buscas, as equipes encontraram um fuzil Colt 223, com munição e carregadores, uma pistola Glock calibre 380 com munição e carregadores, e uma espingarda, todos no forro da edícula do imóvel. No local, ainda estava estacionado um caminhão guincho, que chamou a atenção dos agentes, por não ser compatível com aquela propriedade rural. Após minuciosas buscas no caminhão, foi encontrado um compartimento secreto em sua lateral, que acondicionava gavetas, dentro das quais foram encontradas as drogas apreendidas, 100 tijolos de cocaína, totalizando aproximadamente 100 kg da droga.

O caseiro do local, que residia na edícula em que foram encontrados os armamentos e possivelmente realizava a guarda do caminhão, foi autuado em flagrante delito por tráfico de drogas e posse de arma de fogo, de uso permitido e restrito. A ocorrência foi apresentada na DISE Campinas/SP.

Desdobramento

A operação é continuação de outra realizada em Indaiatuba em 13 de agosto, quando foram apreendidos 1,3 mil quilos de cocaína de alta pureza.

Na ocasião, foram cumpridos oito mandados de prisão, sendo que dez pessoas foram conduzidas para a delegacia.

De acordo com a investigação, a operação, que recebeu o nome de “Veredicto”, tem o objetivo de coibir o grupo, suspeito de estar envolvido com tráfico de drogas, cárcere privado, além fazer “julgamentos”, prática conhecida como “Tribunal do Crime”.

A investigação começou em julho deste ano, quando um homem foi resgatado por policiais de Indaiatuba e afirmou que estava sendo mantido em cativeiro para ser “julgado” por conta de um desentendimento com um dos membros da organização. Na ocasião, três pessoas foram presas por cárcere privado e associação criminosa.

Foto: divulgação.