Polícia

Policiais escoltam família a caminho de transplante do coração

Na última semana a Polícia Militar divulgou um vídeo que mostra a grande emoção vivida por dois pais que aguardavam um coração novo para seu filho, de dois anos e quatro meses. A criança esperava o órgão internada no Incor – Instituto do Coração do Hospital das Clínicas, e quando a oportunidade surgiu só conseguiu realizar o transplante graças ao auxílio de policiais militares da Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicletas (Rocam). Os PMs escoltaram os pais do litoral até a capital paulista no dia 2 de janeiro, permitindo que chegassem a tempo para autorizar a cirurgia.
“Meu filho nasceu com uma patologia grave e já havia passado por quatro cirurgias. Com isso, ele teve uma insuficiência cardíaca e foi listado para a realização de transplante”, contou Renato, pai do pequeno Heitor. Ele e a mulher foram passar um final de semana na cidade do Guarujá, no fim do ano passado, e no retorno a São Paulo receberam a ligação informando que um coração estava disponível para seu filho.
“Meu irmão sugeriu que viajássemos para espairecer um pouco e se ofereceu para ficar com o Heitor no hospital. Na volta para São Paulo, recebemos a ligação e tínhamos que chegar em duas horas e meia para assinar a documentação e autorizar o transplante”, relembrou o pai.
Desesperado pelo congestionamento na rodovia, os pais buscaram ajuda da PM. Quem realizou o primeiro atendimento foi a soldado Jéssica Castilho, do 30° Batalhão de Polícia Militar Metropolitano (BPM/M). “Eu e meu colega estávamos na operação verão [Operação Verão Mais Seguro], na rodovia Padre Manoel de Nóbrega, quando os pais explicaram a situação e pediram ajuda. Eu os acalmei e imediatamente solicitei apoio da Rocam pela rapidez e urgência”, explicou.
Um dos responsáveis por abrir caminho para os pais foi o soldado Renno César Garcia da Silva, do 40° BPM/M. O policial também estava atuando durante a Operação Verão Mais Seguro e falou com emoção do atendimento à ocorrência. “Quando o assunto é vida, damos sempre o nosso máximo para salvá-la, ainda mais ao se tratar de criança. Nós, que somos pais, nos colocamos no lugar e é difícil conter a emoção. Foi emocionante demais poder ajudar, ainda mais por saber que tudo ocorreu bem”, destacou.
A atuação da PM para salvar a vida do pequeno Heitor fez com que os pais chegassem a tempo de autorizar o transplante e dar um beijo no filho antes do procedimento cirúrgico. “É fantástico ver a polícia focada além do crime. Essa visão de ajudar nós vemos na Polícia Militar. São tantas pessoas envolvidas nessa vitória, que ela [PM] veio para somar”, concluiu Renato.