Programa Caminho das Rosas amplia proteção e prevenção à violência contra a mulher

Agosto Lilás, mês de conscientização à violência contra a mulher, Indaiatuba reforça as ações de prevenção, proteção e acompanhamento realizadas pela Guarda Civil
Embora o Agosto Lilás seja um período de maior atenção à conscientização e ao enfrentamento da violência contra a mulher, as ações de prevenção e proteção desenvolvidas em Indaiatuba ocorrem durante todo o ano. Na Guarda Civil, esse trabalho é realizado principalmente por meio do Programa Caminho das Rosas, criado em 2018 para atender e acompanhar mulheres em situação de violência doméstica, especialmente aquelas que possuem medidas protetivas de urgência.
De janeiro de 2020 a 29 de julho de 2026, o Caminho das Rosas realizou 4.022 atendimentos, efetuou 617 prisões em flagrante e promoveu 27.695 rondas preventivas. No período, foram cadastradas 3.724 medidas protetivas, das quais 2.200 permanecem vigentes.
Os números também demonstram a ampliação da atuação do programa ao longo dos anos. Em 2020, foram registrados 308 atendimentos e 63 prisões em flagrante. Já em 2025, foram 887 atendimentos e 162 prisões em flagrante.
O crescimento no número de atendimentos, porém, não deve ser interpretado isoladamente como um aumento da violência contra a mulher. Os dados também refletem o fortalecimento da rede de proteção, a ampliação das ações preventivas, a atuação da Guarda Civil e o maior conhecimento das mulheres sobre seus direitos e sobre os canais disponíveis para denúncia, orientação e acolhimento.
Para o prefeito de Indaiatuba, Dr. Custódio Tavares, o trabalho preventivo e integrado é fundamental para ampliar a proteção às mulheres. “Nosso objetivo é garantir que a mulher em situação de violência tenha acolhimento, proteção e uma resposta rápida do poder público. O Caminho das Rosas representa uma atuação permanente, que busca prevenir novas agressões e preservar vidas”, destacou.
O secretário de Segurança Pública, Sandro Bezerra Lima, ressaltou que o acompanhamento das vítimas permite uma atuação mais próxima e preventiva e destacou que esse trabalho é resultado do olhar e dos investimentos da gestão municipal na área de segurança. “A Guarda Civil acompanha cada situação de acordo com o nível de risco, realiza rondas preventivas e mantém contato com as mulheres para identificar qualquer sinal de ameaça ou descumprimento da medida protetiva. Esse trabalho permanente também é resultado do olhar da gestão para a proteção das mulheres e dos investimentos realizados para fortalecer a segurança no município. A proposta é agir de forma preventiva, antes que a violência se agrave”, declarou.
Indaiatuba e região
Enquanto as regiões de Campinas e Piracicaba registraram 23 feminicídios no primeiro semestre de 2026, número que já supera o total de casos contabilizados nessas regiões durante todo o ano passado, Indaiatuba não registrou nenhum caso de feminicídio em 2026, conforme levantamento divulgado pelo g1, com base nos registros dos Departamentos de Polícia Judiciária do Interior (Deinter) 2 e 9.
O cenário reforça a importância da atuação preventiva e do acompanhamento contínuo das mulheres em situação de violência. Por meio do Caminho das Rosas, a Guarda Civil monitora medidas protetivas, acompanha as vítimas, realiza rondas preventivas e atende ocorrências, buscando identificar situações de risco e agir rapidamente para evitar o agravamento da violência.
Atendimento e proteção
Criado em 2018, o Programa Caminho das Rosas oferece atendimento especializado às mulheres em situação de violência doméstica, especialmente àquelas com medidas protetivas de urgência. A Guarda Civil pode ser acionada pelo telefone 153 para atendimentos emergenciais e atua na verificação de possíveis descumprimentos das medidas e na adoção das providências legais cabíveis.
Após o deferimento da medida protetiva pelo Poder Judiciário, a mulher pode passar a ser acompanhada individualmente pela equipe do programa, por meio de contatos telefônicos, WhatsApp, visitas e rondas preventivas. Em situações de maior risco, o patrulhamento pode ser intensificado nas proximidades da residência, local de trabalho ou outros locais frequentados pela vítima.
As mulheres acompanhadas pelo programa e com medidas protetivas vigentes podem utilizar o aplicativo SOS Caminho das Rosas, que permite o acionamento de emergência e o envio da localização em tempo real ao Centro de Operações e Inteligência (COI), possibilitando o deslocamento de uma equipe para o atendimento.
O programa atua ainda de forma integrada com a rede municipal de proteção, realizando encaminhamentos para serviços de Saúde, Assistência Social, Educação, orientação jurídica e demais órgãos parceiros. As equipes também promovem palestras e ações educativas em escolas, empresas e espaços públicos, levando informações sobre a Lei Maria da Penha, os tipos de violência, formas de prevenção e os canais de denúncia e acolhimento.







