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Projeto “Corpos Em Quarentena” do Sesc Campinas começa terça, 28

Dentro do formato inédito de atividades programáticas virtuais, o Sesc Campinas lança o projeto Corpos Em Quarentena nesta terça-feira (28), às 20h. A proposta foi convidar artistas da cidade (de Dança, Circo ou Teatro), para que registrassem, de suas casas e com seus próprios equipamentos, momentos inspirados no cenário sem precedentes que estão vivenciando enquanto criadores artísticos. Composto por 30 vídeos, que ficarão armazenados no canal do youtube, a proposta é lançar três episódios semanalmente, sempre às terças, quintas e sábados, às 20h. Os lançamentos acontecem no canal youtube.com/sesccampinas.

Nesta 1ª etapa o projeto conta com nove episódios a serem lançados a partir desta terça, trazendo nomes e companhias das artes cênicas da cidade. Na terça-feira (28/7) temos Erika Cunha (Grupo Matula Teatro); na quinta-feira (30/7) temos Ana Cristina Ribeiro, Kico Brown e 7K Buck (Cia. Eclipse); no sábado (1º/8) é a vez de Mauro Bruzza (Cia. Péde2); na terça (4/8) Eduardo Albergaria entra em cena; na quinta (6/8) vamos nos encantar com Hellen Audrey; no sábado (8/8) é a vez de Helena Figueira e Duba Becker (Cia. Suno); o sétimo vídeo traz Esio Magalhães (Barracão Teatro) na terça-feira (11/8); no 8º vídeo (13/8) temos Diane Ichimaru (Confraria da Dança) e encerrando esta primeira etapa temos no sábado (15/8) Paula Preiss (Circo da Silva). Esclarecemos que o distanciamento social, condição de proteção contra a COVID-19, foi respeitado ao longo de todo o processo de criação. Os artistas utilizaram seus próprios equipamentos para captação e edição do conteúdo audiovisual.

O atual cenário pandêmico trouxe impactos sem precedentes e no campo artístico, as artes cênicas foram algumas das linguagens mais impactadas. Em pouco tempo, encenadores do teatro, dança e circo foram obrigados a lidar com uma situação ímpar: não poderiam mais se apresentar diante das aglomerações de suas plateias. Os artistas da cena, que já encaravam uma situação desafiadora para sobreviver de seu ofício, tiveram que lidar com uma circunstância ainda mais complexa e jamais presenciada em suas gerações. Após o susto e reticência inicial, a classe artística vem se rearticulando e elaborando respostas para esse novo contexto, buscando novos meios e estratégias diante do cenário de insegurança e incerteza que se avizinhou.

É justamente com a lupa apontada para essa toada de reinvenções diante das adversidades que o Sesc Campinas criou o projeto Corpos em Quarentena. “Nele, artistas da cidade foram provocados a registrar, de suas casas e com seus próprios equipamentos, cenas curtas, performances, coreografias ou números inspirados pelo momento sem precedentes que estão vivenciando enquanto criadores artísticos”, revela Thiago Aoki, técnico de programação de Dança e Tecnologias e Artes do Sesc Campinas.

Um pequeno experimento no qual cada artista exprimirá suas sensações diante da nova conjuntura valendo-se de sua principal matéria prima: o próprio corpo. Em um segundo momento, os artistas foram convidados a compartilhar algumas reflexões que emergem dessa nova condição, revisitando suas trajetórias para relatar como os seus processos criativos e o próprio modo de produção artística foram afetados. “Os resultados dessas experimentações são 30 vídeos que ficarão armazenados nas redes sociais do Sesc Campinas a partir de terça-feira, dia 28 de julho. O projeto lançará 3 episódios por semana, sempre às terças, quintas e sábados, às 20h, construindo, aos poucos, um pequeno mosaico virtual composto pelas performances, memórias e reflexões dos artistas das artes cênicas de Campinas sobre esse período tão peculiar de nossa história”, declara Gabriella Rancan, técnica da programação de Circo e Teatro do Sesc Campinas.

Sobre os artistas

Cia Eclipse (Ana Cristina Ribeiro, Kico Brown e 7K Buck)

A Cia. Eclipse Cultura e Arte criada em 2002 na cidade de Campinas-SP, tem sido premiada nacional e internacionalmente. Hoje realiza pesquisas artísticas e culturais para criação de peças artísticas, espetáculos, performances, intervenções e cursos. Por meio dos diferentes estilos de danças urbanas ligadas a Cultura Hip Hop – nossa especialidade – enriquecidos com técnicas de dança-teatro, ginástica acrobática, circo, entre outras linguagens que contribuem com o projeto proposto.

 

Cia. Suno (Helena Figueira e Duba Becker)

Composta por uma atriz dramática e circense, formada pelo CPT e pela École National du Cirque Annie Fratellini (Helena Figueira) e um artista acrobata com domínio das técnicas de malabares (Duba Becker), a Cia. Suno foi fundada em 1998 por um grupo de amigos que sonhavam criar um núcleo de pesquisa cênica na cidade de Santos. Inicialmente, a Cia. dedicou-se a pesquisas sobre o teatro do absurdo, realizando estudos sobre “Fando e Lis”, “Piquenique no Front” e “O Arquiteto e o Imperador da Síria”. Logo após, iniciou um trabalho sobre “Esperando Godot”, onde integravam as artes circenses e dramáticas. O espetáculo que recebeu três prêmios de melhor ator (Victor Nóvoa) e indicações de melhor direção e melhor ator coadjuvante. Iniciava aí a “Identidade” da Cia. Suno: mesclar a riqueza poética do circo com a linguagem teatral, sem perder a essência da máscara. Todas as peças realizadas pela companhia, desde então, têm uma temática, uma história. Hoje a Cia. Suno tem mais de vinte espetáculos em seu repertório. Há desde o lúdico “A Bailarina e o Palhaço”, que conta uma linda história de amor entre esses tradicionais personagens do universo infantil; como o dinâmico “Estripulias no Circo”, que apresenta a história da criação do circo em ordem cronológica, passando pelo circo de cavalaria inglês, circo chinês, russo, até a linhagem mais moderna e inusitada. Além de se dedicar à arte circense nestes quinze anos de existência, a Cia. Suno assinou a coreografia da comissão de frente das Escolas de Samba X9 Santista (2008). Gaviões da Fiel (2009, 2010, 2011, 2012, 2013, 2014, 2015 e 2017) e Rosas de Ouro (2019 e 2020). Também foi convidada pelo Ministério do Turismo e Embratur para representar a arte circense brasileira em Lisboa, Madrid e Argentina.

 

Confraria da Dança (Diane Ichimaru)

Fundada em 1996 em Campinas/SP por Diane Ichimaru e Marcelo Rodrigues. Seus projetos direcionados à pesquisa de linguagem, criação e manutenção de espetáculos autorais acumulam premiações da FUNARTE/Ministério da Cultura, Secretaria da Cultura do Governo do Estado de São Paulo, Cultura Inglesa, APCA – Associação Paulista dos Críticos de Arte, SESI SP, entre outros. A dupla promove parcerias com artistas das áreas da dança, teatro, música e artes plásticas, atividades diversificadas de formação e fruição artística que atingem público infantil, adulto e terceira idade, estudantes de arte em processo de formação e artistas profissionais em busca de aperfeiçoamento.

Eduardo Albergaria

Ator, iluminador, palhaço e marceneiro, graduado na ECA (USP). Integrou o Grupo Peleja entre 2008 e 2015 com o qual participou do projeto “Palco Giratório SESC 2014 com os espetáculos “Gaiola de Moscas”, de Ana Cristina Colla (LUME Teatro), e “Anônimo”, de Vinícius Torres Machado. Foi ator convidado do espetáculo “Parada de Rua” (2007-2008) do Grupo LUME Teatro, onde fez residência artística e foi coordenador técnico durante cinco anos (2005-2009). Integrou o “Núcleo Fuga!”, ganhador do Prêmio Myriam Muniz/FUNARTE 2007, com espetáculo “Fuga!”, de Norberto Presta e orientado por Renato Ferracini (LUME Teatro) e Jussara Miller. Atuou em “Noturno” (2005), premiado curta de Daniel Salaroli, no longa “Corte Seco” de Renato Tapajós (2014) e no curta “A Voz” (2012) de Mateus Loner. Pesquisa o teatro físico, teatro-dança, com ênfase em culturas populares e a palhaçaria.

Erika Cunha (Matula Teatro)

Doutora em Artes da Cena, pela Unicamp (2016). Bacharel em Interpretação Teatro/Artes Cênicas, USP (2006). Realizou o projeto de pós doutorado no Instituto de Artes da UNICAMP “Dramaturgias de Fronteira” (2020). É atriz e pesquisadora do Grupo Matula Teatro desde 2011, atuando em diversos espetáculos e intervenções: COMO SE FOSSE (2020), AGDA (2017), UM CONTO INFINITO (2016), JOGOS CORTAZIANOS (2015), IMAGO – UMA LUA N’ÁGUA (2014), CIRCO K (2012), EXILIUS (2012) e PASSAGENS (2011). Como atriz também trabalhou em SONHO DE ÍCARO (2010), NE ME QUITTE PAS (2006 – apresentado em São Paulo, Berlim/Alemanha e Padova/Itália), VAZANTES… (2004- 2007, vencedor do prêmio Nascente – de melhor interpretação), CARPE DIEM (2004), PAR QUÊ? (2003), QUARTETO EM DIAGONAL (2003), entre outros. Dirigiu “A VOLTA DO MUNDO É GRANDE” da Cia Benedita na Estrada (2016), o solo ISABELITA (2007) e o duo BRASIL MENINO (premiado com o FICC – Fundo de Investimento a Cultura de Campinas – 2008/2009) da Cia Berro d’agua de Campinas-SP, grupo que fundou e fez parte de 2007 a 2011. Criou o desenho de luz dos espetáculos: Ô DE CASA, Ô DE FORA – Daniel Costa (2014 – com Alice Possani), O CORPO É DE PLÁSTICO? – Daniel Costa (2013), ESCAFANDROS – Teatro de Tábuas (2010), ISABELITA – Cia Berro d’agua (2007), BRASIL MENINO – Cia Berro d’agua (2009), do show CELEBRASONHOS de João Arruda (2009). Foi produtora da Boa Companhia de 2009 a 2011.Integrou o Núcleo FEVERESTIVAL – Festival Internacional de Teatro de Campinas – de 2008 a 2015.

Esio Magalhães (Barracão Teatro)

Ator, diretor, palhaço e pesquisador teatral. Formou-se pela Escola de Arte dramática (EAD/ECA), da Universidade de São Paulo em 1996. É sócio fundador do BARRACÃO TEATRO, espaço de investigação e criação artística, onde pesquisa a linguagem da máscara e o trabalho do ator como meio da expressão teatral, em parceria com Tiche Vianna. Foi integrante do grupo de atores dos Doutores da Alegria. Tem apresentado os espetáculos do repertório do Barracão Teatro: “A Julieta e o Romeu”, “O Pintor”, “Circo do Só Êu”, “WWW para Freedom”, “Encruzilhados entre a barbárie e o sonho”, “Diário Baldio”, “Amor te Espero”, “Zabobrim, o rei vagabundo” e “DesTino”. Orienta grupos teatrais e ministra cursos de formação nas linguagens de máscara, palhaço e teatro de rua. Indicado ao prêmio Shell como melhor ator em 2007, pelo espetáculo de palhaço “A Julieta e o Romeu”.  Indicado ao Prêmio Shell como melhor ator em 2008, pelo espetáculo “Encruzilhados entre a barbárie e o sonho” e indicado ao Prêmio da APCA, categoria melhor ator, pelo espetáculo “WWW para Freedom” em 2013. Prêmio São Paulo de Incentivo ao Teatro Infantil e Jovem, como ator coadjuvante no espetáculo “Dragão de Fogo”, em 2017.

Hellen Audrey

Bacharel e Licenciada em Artes Corporais – Dança pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP – 2003/2007). Atua como intérprete-criadora e diretora em projetos próprios de dança-teatro, performance e artes visuais, além de atuar como educadora do movimento e preparadora corporal. Desenvolve projetos que mesclam todas as suas influências artísticas, juntamente com artistas parceiros, com destaque para o espetáculo de dança Nosso Flamenco, do qual é responsável pela criação em dança, pelo cenário e figurino; e seu último trabalho autoral, {Jandiras}, no qual une a dança contemporânea, rendas e crochês executados ao vivo, num híbrido de espetáculo de dança, performance e instalação com linhas. Como artista da dança e artífice das linhas, dedica-se à produção de trabalhos com fios e movimento, com forte inspiração em diversas técnicas de renda – com destaque para a técnica Nhanduti ou Renda Sol – e crochê, além de pesquisas no campo da dança e do movimento. Em 2020 foi selecionada com duas de suas obras para a importante Bienal Naïfs do Brasil 2020, a ser realizada em agosto no SESC Piracicaba. Além disso, é co-fundadora do espaço cultural Casa Amálgama, em Campinas/SP, onde desenvolve atividades relacionadas ao corpo e às artes.

 

Mauro Bruzza

Desde 1999 Mauro Bruzza, desenvolve seu aprendizado em Música, Teatro, Técnicas Circenses e Arte do Palhaço. Em 2008 criou a Cia.1Péde2 e desde então, vem desbravando o mundo ao apresentar seu repertório de Espetáculos por mais de quinze estados brasileiros e, por agora, dez países entre América Latina e Europa. Fundador da Banda de Palhaços “Bandinha Di Dá Dó” teve seu primeiro disco lançado em 2012 com o financiamento do Fumproarte e produção do Maestro Arthur de Faria. Compõe trilha sonora para circo e teatro e recebeu indicações do prêmio Açoriano de melhor trilha sonora ao com o Espetáculo “O Círculo Sagrado- Trilogia Celtas do Grupo “Nômade” e melhor instrumentista com o Disco “It,s a Clown Music” da Bandinha Di Dá Dó. Desde 2013 ministra oficinas de Palhaço de Rua na “Eslipa – Escola Livre de Palhaços” no Rio de Janeiro. Criador de multi-instrumentos musicais para diversas companhias do Brasil como o Grupo Off-Sina/RJ, Cia. dos Palhaços/PR, Palhaço Biribinha/PB e Mustache e os Apaches/SP. Mais conhecido pelo seu personagem “Homem Banda” é um dos precursores desta técnica no Brasil, tendo percorrido os mais importantes festivais e mostras de teatro, circo e música do País. É um artista experiente, reconhecido por seu trabalho e por onde passa, ao longo de sua carreira, tornou-se referência na área circense e musical.

Paula Preiss

Atriz e arte educadora graduada em Dança Licenciatura pela Faculdade Angel Vianna.  Formação técnica em atuação pelo Teatro Escola de Porto Alegre. Como diretora artística é responsável pela criação de espetáculos e oficinas que misruram teatro, circo, dança e música.  Com os quais circula desde 2006 nos principais festivais do nosso continente. Neste vídeo “O Coringa que habita em mim” Paula comemora seus 20 anos de trajetória de bufonaria e palhaçaria.

 

Serviço:
Lançamento: dia 28.7, terça-feira
Horário: às 20h
Local: youtube.com/sesccampinas
Projeto: Corpos Em Quarentena

 

Programação: de 28.7 até 15.8
. Dia 28/7 (terça-feira) – Erika Cunha (Matula Teatro);
. Dia 30/7 (quinta-feira) – Ana Cristina Ribeiro, Kico Brown e 7K Buck (Cia Eclipse);
. Dia 1º/8 (sábado) – Mauro Bruzza (Cia. 1Péde2);
. Dia 4/8 (terça-feira) – Eduardo Albergaria;
. Dia 6/8 (quinta-feira) – Hellen Audrey;
. Dia 8/8 (sábado) – Helena Figueira e Duba Becker (Cia. Suno);
. Dia 11/8 (terça-feira) – Esio Magalhães (Barracão Teatro);
. Dia 13/8 (quinta-feira) – Diane Ichimaru (Confraria da Dança);
. Dia 15/8 (sábado) – Paula Preiss (Circo da Silva);

 

 

foto: divulgação.