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Rapaz mordido por cachorro reclama de descaso no atendimento

Quase 80% da população paranaense têm direito à vacina contra a Hepatite B. Foto: SESA

Um rapaz foi mordido por um cachorro na semana passada e procurou uma unidade de saúde me Indaiatuba. Ele afirmou nas redes sociais que não deram “atendimento nenhum”. “A técnica [de enfermagem] me falou que não pode me atender porque tenho que ser atendido na UBS próximo da minha casa. Achei absurdo, disse que não era aquilo que eu fui informado sobre o primeiro atendimento e fui embora.”

Ele prosseguiu dizendo que foi duas vezes à toa na unidade de saúde. “Na segunda eu fui pra receber uma palestra da técnica do porquê o atendimento que ela deu era o correto e não o que eu fui informado, e que ela só ia fazer a vacina porque a coordenadora mandou fazer. Questionei o protocolo que ela me passou. Disse que a minha informação era de que o primeiro atendimento nestes casos deveria ser em qualquer lugar, e que eu deveria passar em acolhimento com um médico e receber um soro antirrábico, o que não aconteceu”, diz. Por fim, ele afirmou ter conseguido tomar vacina antitetânica.

A Secretaria Municipal de Saúde informou, em nota, que “houve um equivoco de atendimento na Unidade de Saúde o qual foi verificado e revertido. Foi orientado que a primeira dose de vacina seria feita na unidade de Indaiatuba, mas o resto do esquema deve ser finalizado em Campinas, onde o paciente mora.”

E prossegue informando que “quando ocorre atendimento antirrábico de moradores de Indaiatuba em outros municípios, acontece o mesmo procedimento: inicia o esquema em outro município e termina em Indaiatuba.”

A pasta afirma que mordida de cachorro, ou atendimento antirrábico, é um evento de notificação compulsória que requer observação do animal (quando possível). “Quando há indicação de esquema de vacinação, são necessárias 4 doses de vacina com intervalo de 14 dias entre a 1ª e 4ª dose. As unidades de saúde não trabalham com estoque de vacinas antirrábica, devendo solicitar à sala de dispensação de vacinas e programar a 1ª dose em conjunto com o paciente.”

A 1ª dose não é aplicada imediatamente após o acidente. “Em caso de mordida de cachorro, a pessoa deve procurar um serviço de saúde, que pode ser UBS, PS ou UPA, para avaliação e orientação”, finaliza.

Quando o cidadão julgar improcedente o atendimento realizado, de acordo com a Prefeitura, é oferecido como meio oficial o canal da Ouvidoria para reclamações [email protected]br; 0800 770 77 02; ou o fale conosco da Prefeitura.

foto: divulgação