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“Só amar a cidade não basta, tem que cuidar”, Evandro Filho fala ao Comando Notícia

HUGO ANTONELI JUNIOR

Ainda falando sobre as eleições 2020, o Comando Notícia conversou com Evandro Magnusson Filho, 43 anos, casado, 2 filhos, jornalista e pós-graduado em Gestão Pública e Administração de Cidades. Empresário, foi vereador em Indaiatuba na legislatura 2005-2008, e é pré-candidato a prefeito em 2020.

“Indaiatuba é uma cidade rica, com um orçamento de mais de R$ 1,2 bilhão, é uma cidade que não merecia estar sendo tratada desta maneira na área da Saúde”, comenta. “Só amar nossa cidade não basta, é um dever nosso, se a gente gosta a gente ama, precisamos cuidar mais da nossa cidade, da nossa gente”, diz. Confira abaixo a transcrição da conversa abaixo.

Comando Notícia (CN): Qual é a sua avaliação do governo Bolsonaro?

Evandro Magnusson (EM): O governo Bolsonaro vem demonstrando ser um governo que veio para mudar muitas coisas e eu acho que está na linha certa, mesmo com algumas perseguições que vem sofrendo, até que é normal de início e com uma grande mudança das equipes, tendo bastante embate com a imprensa, mas está lidando bem com essa questão, embora ele quer empregar a marca do governo dele, o que ele se propôs a fazer, e as vezes as coisas são complicadas, não são fáceis assim, com uma mudança tão grande, e você empregar o que a população tinha anseio e esperava do governo dele.

CN: Qual é a sua avaliação do governo Doria?

EM: O governo Doria vem fazendo um governo de início com a marca dele, embora seja há algum tempo do mesmo partido, que vem vindo do PSDB, do meu partido, mas quer ter a marca dele, vejo que está fazendo um bom governo, está mexendo com muita coisa de reformas no Estado, que tem ocasionado alguns problemas, pois não é fácil mexer com o que vem andando há algum tempo, mas são coisas que são necessárias, que precisam ser implantadas para o governo andar e deslanchar, mas tem que ter responsabilidade e respeitar ao trabalhador que tantos anos dedicam sua vida para a população. Vejo com bons olhos o governo e que tenha sucesso no desenvolver dos anos, que consiga fazer realmente o bem para a população do Estado e de nossa cidade.

CN: Qual é a sua avaliação dos mandatos dos deputados Ganem e Rogério?

EM: O Bruno Ganem entrou agora, faz um pouco mais de oito meses, um mandato muito recente, tenho convivido com ele quase que diariamente, acompanhado seu trabalho, é uma pessoa amiga, é uma pessoa que realmente está fazendo a diferença na Assembleia. Tem um trabalho muito forte no Estado todo, em quase todos os municípios, e está crescente a cada dia. Em pouco tempo já está conseguindo mais de R$ 3,5 milhões em emendas próprias e de parceiros para nossa cidade, e principalmente para área da saúde, que é um grande problema aqui da nossa cidade. Indaiatuba sofre com essa questão da saúde, mas também para outras áreas da educação, segurança, vem trabalhando com afinco para querer o melhor da nossa cidade, da nossa gente. O Rogério Nogueira já é um deputado que está há quase 20 anos no mandato, pelo tempo já vem demonstrando um desgaste, é natural, ele se apoia muito ao governo do Estado, tudo que se faz em Indaiatuba, acaba se dizendo que é ele, o que não é verdade, o governo do Estado é uma coisa e o mandato dele é outra coisa. Tudo que vem para Indaiatuba do governo do Estado não é através dele. Tem vereadores, lideranças e mais pessoas que solicitam propostas e melhorias também para nossa cidade. A verdade é que o governo do Estado faz um trabalho com a cidade há muito tempo. Da parte legislativa do deputado Nogueira por estes anos é um trabalho muito pequeno, das participações, comissões e projetos. Um desempenho muito pequeno.

CN: Qual é a sua avaliação do governo Gaspar?

EM: O governo do prefeito Gaspar, que está completando 3 anos de mandato, vem de um grupo político que já estava há 20 anos a frente da administração municipal, portando este grupo vai completar 24 anos comandando a cidade. Com isso vemos um desgaste grande, problemas enormes que tem em nossa cidade e a forma de se fazer a gestão, vejo que não é transparente, não está sendo transparente, como acompanhamos, a falta de planejamento vem demostrando ser uma marca muito ruim deste governo. Você vê vários casos de desperdício de dinheiro público, por falta de planejamento. Está ligado a um grupo já cansado, um grupo que já responde com várias condenações, se você for ver o padrinho dele, o ex-deputado federal e ex-prefeito Reinaldo, você tem também o irmão dele o deputado Rogério, o próprio Gaspar, são pessoas que há um desgaste, e também já respondem na justiça por improbidade administrativa e foram condenados, além de outras pessoas ligadas ao grupo, secretários e outros pessoas também, inclusive tiveram que devolver dinheiro para administração, aos cofres públicos, por essa má gestão. Eu vejo que precisa mudar, está na hora da mudança, até acho que passou um pouco da hora. É o que eu sempre digo, a gente gosta da nossa linda cidade, a gente ama nossa cidade, mas o que a gente precisa fazer é cuidar da nossa cidade. Só amar nossa cidade não basta, é um dever nosso, se a gente gosta a gente ama, precisamos cuidar mais da nossa cidade, da nossa gente. Essa questão que eu vejo que está muito falha na atual administração.

CN: Você é a favor da CPI da Saúde?

EM: Sou totalmente favorável a CPI da Saúde, e brigo por ela. E não só a da saúde, deixo claro que sou a favor de qualquer investigação e fiscalização que seja para dar maior transparência para a população se informar mais dos casos que acontece. E na área da saúde a gente não pode brincar, são vidas que se perdem a cada dia, então a gente não pode aceitar esta questão. Indaiatuba tem um índice alto de mortalidade infantil, as filas para exames, consultas e cirurgias, são enormes aqui no município, isso precisa ser resolvido urgente. Agora, precisa abrir o livro e saber melhor o que está ocorrendo aqui na cidade. É falta de recurso. A cidade de Indaiatuba é uma cidade rica, é uma cidade com um orçamento de mais de R$ 1,2 bilhão é uma cidade que não merecia estar sendo tratada desta maneira por exemplo na área da saúde. Que é quando mais as pessoas precisam dos serviços, no momento mais frágil, descobre que a cidade não oferece para ela serviços tão importantes, como é o caso da hemodiálise que você tem que
acabar indo para fora da cidade, um desgaste enorme para a população, o caso da oncologia, da quimioterapia, você também tem que ficar deslocando para outros municípios, e são casos que com certeza dariam para serem resolvidos aqui no município. Mas falta uma gestão mais eficaz, eficiente para poder oferecer esses serviços para a população de Indaiatuba.

CN: Você é a favor do aumento no número de vereadores?

EM: Eu fui vereador aqui em Indaiatuba de 2005 a 2008, fui eleito em 2004 quando houve a mudança, a redução do número de vereadores de 17 para 12 vereadores. Foi a primeira legislatura com 12 vereadores. Eu acho que é um número suficiente, tranquilo, para trabalhar o Legislativo e o Executivo, na questão que tange o trabalho do legislativo que é fiscalizar, propor leis, embora na legislação permita um número maior. Mas eu vejo que no momento que a gente passa no país é de austeridade com dinheiro público, temos que economizar ao máximo. Na gestão municipal mesmo, a gente vê um número enorme de funcionários comissionados, em torno de 700 cargos, e cidades maiores que Indaiatuba, tem um número pela metade disso. Precisamos ter uma gestão mais enxuta, no que tange esta gestão de pessoas, isso tanto do Executivo, mas do Legislativo também, você aumenta o número de vereadores, você aumenta o número de assessores, instalações, o gasto aumenta. Precisamos trabalhar mais com respeito ao dinheiro público, para podermos cuidar mais da nossa gente.

CN: Você será candidato a prefeito?

EM: Deixei meu nome a disposição do partido, sendo um pré-candidato a prefeito de Indaiatuba, isso houve uma reunião da nossa coordenação, e a uma norma para que cidades maiores tenham seus candidatos, tenham chapas de vereadores, que agora a partir desta próxima eleição, será chapa pura, cada partido tem sua chapa de vereadores, não pode mais fazer coligações. Meu nome está a disposição, com uma deixa, aqui eu faço parte de um grupo político liderado pelo nosso deputado Bruno Ganem e respeito muito isso, sou leal a isso, amizade, ao companheirismo desse
amigo que é o Bruno, e a questão é a seguinte, ele vai decidir no próximo ano a questão da sua candidatura, se será candidato.

CN: O que você fez depois que deixou de ser vereador?

EM: Após deixar de ser vereador, meu mandato terminou em 2008, e 2009 para frente fui fazer um trabalho no Governo do Estado de São Paulo com o Programa Acessa Escola, fui ser gestor regional para implantar as salas de informática nas escolas da rede Estadual nos municípios. Isso foi muito interessante, pois acabava liderando uma equipe acompanhando a área da construção, infraestrutura, planejamento, fornecimento de material de informática, até ficarem prontas as salas, depois capacitando professores e diretores em todo o Estado para pôr em funcionamento as salas. Isso foi muito valioso, para conhecer um pouco mais de gestão, um pouco mais na prática o funcionamento da máquina pública. Também fui estudar mais um pouco de gestão pública, realizando uma pós-graduação em Gestão Pública e Administração de  Cidades, tudo para nos preparar para ter o melhor rendimento possível num trabalho que se propõe a fazer frente a uma administração toda. Isso me ajudou muito, e eu fico muito contente de ter tido a chance de ter trabalhado na questão mais prática da gestão pública. Também como jovem empresário dediquei grande parte dos anos ao setor privado editorial e gráfico, além de trabalhar sempre na minha profissão, como jornalista.

fotos: arquivo pessoal