Tênis em alta: conheça os benefícios da modalidade e os cuidados para não se lesionar

O tênis vive um momento de forte ascensão no Brasil, impulsionado pelo chamado “efeito João Fonseca”, jovem fenômeno brasileiro que vem despertando o interesse de novas gerações pelo esporte. Com isso, a prática da modalidade ganha cada vez mais adeptos e reforça sua reputação não apenas como uma atividade de alto rendimento, mas também como uma poderosa aliada da saúde física, mental e da longevidade.
Dados coletados pela plataforma de bem-estar,WellHub indicam que a prática se consolidou na rotina dos usuários. Os check-ins para treinos de tênis no aplicativo registraram crescimento de 97% em 2025 na comparação ano a ano. No acumulado dos últimos dois anos, a realização da atividade quase triplicou, indicando estabilidade na adesão dos praticantes. Já o número de parceiros da plataforma que disponibiliza esportes de raquete subiu 39% no início de 2026, ao passo que os estabelecimentos dedicados especificamente ao tênis tiveram alta de 10% no mesmo período, expandindo a presença do esporte em mercados-chave.
O médico e professor de Medicina do Esporte da Afya Educação Médica Belo Horizonte, Dr Gabriel Miura, comenta que o tênis é uma modalidade que combina exercícios aeróbicos e anaeróbicos, proporcionando diversos benefícios à saúde. “Durante a prática, há alternância constante entre deslocamentos rápidos, mudanças de direção, acelerações e breves períodos de recuperação, o que favorece uma melhora significativa do condicionamento cardiorrespiratório”.
Essa dinâmica, de acordo com o especialista, contribui para o desenvolvimento da força muscular, especialmente nos membros inferiores, no core e na cintura escapular. Promovendo ganhos em coordenação motora, agilidade, equilíbrio e tempo de reação.
“Outro benefício importante é o aumento da densidade mineral óssea, auxiliando na prevenção de condições como osteopenia e osteoporose. Como resultado, a prática regular do tênis contribui para a redução de fatores de risco cardiovasculares, incluindo hipertensão arterial, diabetes tipo 2 e dislipidemias”, complementa o médico.
O impacto do tênis na longevidade
A busca pelas quadras é fundamentada por dados científicos que relacionam a modalidade à expectativa de vida. O estudo epidemiológico Copenhagen City Heart Study (CCHS), que acompanhou 8.577 participantes por um período de até 25 anos, investigou o impacto de diferentes exercícios no organismo. A pesquisa apontou que os indivíduos que praticavam tênis de forma regular obtiveram um acréscimo de 7 a 9 anos na expectativa de vida quando comparados a pessoas sedentárias, o que representa a maior média de ganho de tempo de vida entre as atividades avaliadas pelo estudo.
Dr. Gabriel Miura informa que diversos fatores podem explicar a maior longevidade observada entre praticantes de tênis, incluindo a redução do risco cardiovascular, o melhor controle da pressão arterial, da glicemia e do perfil lipídico, além da preservação da massa muscular, da capacidade funcional e da saúde óssea ao longo do envelhecimento.
“O tênis proporciona importante estímulo cognitivo, ao exigir tomada rápida de decisões, antecipação de movimentos e adaptação constante de estratégias. Somado a isso, seu forte componente social está associado à melhora da qualidade de vida e à redução da mortalidade. Além dos benefícios físicos, a prática regular contribui para a redução do estresse, da ansiedade e dos sintomas depressivos, ao mesmo tempo em que favorece funções cognitivas como atenção, memória operacional e velocidade de processamento. Por reunir exercício físico, desafio mental e interação social, o tênis promove benefícios amplos para a saúde e o bem-estar”.
Dicas para quem deseja iniciar na modalidade
Para quem deseja começar a jogar tênis, especialmente após um período de sedentarismo ou afastamento da prática esportiva, a orientação é iniciar de forma gradual e respeitar a adaptação do organismo. O professor de medicina do esporte na Afya recomenda uma avaliação médica em casos de fatores de risco cardiovasculares, idade mais avançada ou doenças pré-existentes.
Além disso, investir no aprendizado técnico com profissionais qualificados, utilizar calçados adequados para os movimentos laterais do esporte e associar a prática a exercícios de força e mobilidade são medidas importantes para melhorar o desempenho e reduzir o risco de lesões. O aquecimento antes das sessões e o respeito aos períodos de recuperação também fazem parte dos cuidados essenciais.
“As lesões mais frequentes em iniciantes incluem tendinopatias do ombro e do cotovelo, como a epicondilite lateral, popularmente conhecida como “cotovelo de tenista”, além de dores lombares, lesões musculares e sobrecargas nos joelhos e tornozelos. Nesse contexto, a progressão gradual do volume e da intensidade dos treinos é considerada a principal estratégia preventiva”, conclui o especialista.
Com informações: Matheus Garcia | Assessor de imprensa regional
Foto: Divulgação-Magnific






