Cultura

“Toc Toc”: comédia espanhola trata de transtornos compulsivos e garante boas risadas

por HUGO ANTONELI JUNIOR

“Toc Toc” é um filme de 2017, portanto, não é novo, mas pode ser pouco conhecido em meio às comédias norte-americanas disponíveis na Netflix. A obra é certeza de boas e gostosas risadas, tratando transtornos compulsivos de forma magistral com um elenco que disputa entre si para ver quem tem o melhor desempenho. Quem ganha com isso é o público. Trata-se de uma obra obrigatória nessa quarentena. Confira aqui outras dicas que trouxemos para você assistir online.

O filme se passa praticamente em apenas uma sala. A simplicidade é desafiadora, mas o universo dos personagens faz com que o público mal veja o tempo passar. Dirigido por Vicente Villanueva, o filme é estrelado por Rossy de Palma, Paco León, Inma Cuevas, Óscar Martínez, Alexandra Jiménez, Adrián Lastra e Ana Rujas e distribuído pela Warner Bros. Quando um médico se atrasa para embarcar em um vôo no aeroporto, um grupo de pacientes com transtorno obsessivo compulsivo (TOC) precisa suportar as peculiaridades excêntricas um do outro, enquanto espera a chegada do doutor.

Conforme vão chegando à clínica, começamos a conhecer o transtorno de cada um. Emilio (Paco León) é um taxista que possui aritmomania e é um acumulador, ou seja, tem necessidade de contar suas ações ou os objetos ao seu redor e não se desfaz de nada. Federico (Oscar Martínez) tem Síndrome de Tourette, uma compulsão por insultos, que o fazem xingar e ofender qualquer pessoa, causando estranheza e desconforto para os que não entendem seu problema.

Blanca (Alexandra Jiménez) tem mania de higiene e pavor à germes, evitando qualquer tipo de contato físico e está constantemente lavando as mãos. Ana María (Rossy de Palma) é viciada em conferir várias vezes a mesma coisa, perdendo horas do seu dia checando o que está a sua volta e tem mania de repetir o movimento do sinal da cruz. Otto (Adrián Lastra) não consegue pisar na junção entre listras, também é metódico e arruma tudo de forma simétrica.  Lili (Nuria Herrero) repete tudo que ouve, seja a própria fala ou de outra pessoa.

Mesmo sendo uma comédia com alguns palavrões, o filme não deixa de ser uma opção para todas as idades e para assistir em família. Outra opção interessante é assistir o filme com legendas. Por ser uma língua-irmã do português, o espanhol é melhor entendido e algumas piadas se tornam mais engraçadas, assim como a interpretação dos atores fica ainda mais evidente na língua original. A versão dublada não torna o filme menor, mas, sim, a versão legendada pode ser um plus para quem optar.

fotos: reprodução