Travessia Segura 60+ avança com estudos para tornar travessias urbanas mais seguras e acessíveis em Indaiatuba

Segunda etapa do projeto promoveu vivência com simulador de empatia etária e marca início da análise de travessias prioritárias do município
A Prefeitura de Indaiatuba, por meio das Secretarias de Ciência, Tecnologia e Inovação e de Mobilidade Urbana, deu mais um passo na implantação do projeto Travessia Segura 60+, iniciativa que busca contribuir para o planejamento de uma cidade mais segura, acessível e preparada para o envelhecimento da população. Na quarta-feira (7/10), foi realizada a segunda etapa do projeto, com uma ação de sensibilização voltada à compreensão dos desafios enfrentados pela população idosa durante os deslocamentos urbanos.
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Como parte das ações do Mês da Pessoa Idosa, participaram da atividade, o prefeito Dr. Custódio Tavares, a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação, Dra. Graziela Milani, e o secretário de Mobilidade Urbana, Diego Vido. Eles utilizaram o simulador de empatia etária, ferramenta que permite vivenciar, de forma orientada, algumas limitações relacionadas ao processo de envelhecimento. A experiência foi realizada em três pontos inicialmente mapeados para o projeto: na faixa elevada da Avenida Engenheiro Fábio Roberto Barnabé, em frente ao Espaço Bem Viver; no semáforo para pedestres em frente ao Hospital Dia; e na faixa elevada em frente ao Parque Mall.
Durante a vivência, a equipe também cronometrou o tempo necessário para a travessia de uma faixa de pedestres. Sem o simulador, o prefeito Dr. Custódio Tavares realizou o percurso em 6 segundos. Após vestir o equipamento, que projetou sua experiência para condições equivalentes às de uma pessoa com comorbidades, entre 70 e 80 anos, o mesmo trajeto foi concluído em 16 segundos. A diferença evidenciou, de forma prática, como alterações relacionadas ao envelhecimento podem interferir no tempo necessário para uma travessia e reforçou a importância de considerar essas condições no planejamento da mobilidade urbana.
A proposta é compreender, na prática, como alterações na visão, audição, equilíbrio e mobilidade podem interferir em atividades cotidianas, como atravessar uma via. A vivência convida gestores e equipes técnicas a ampliar sua compreensão sobre os desafios do envelhecimento, incorporando a empatia às decisões sobre infraestrutura, mobilidade e segurança viária, para que as necessidades de uma população que envelhece sejam consideradas não apenas sob a perspectiva técnica, mas principalmente humana.
“O grande diferencial deste projeto é a união da inovação com a empatia, colocar o ser humano no centro da criação, da inovação e da intenção de transformar. Pensar uma cidade para todas as idades exige que a gente olhe para as necessidades reais das pessoas e compreenda os desafios que elas enfrentam no dia a dia. Essa experiência nos permite vivenciar, de uma maneira muito concreta, situações que muitas vezes não percebemos no nosso cotidiano”, destaca a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação, Dra. Graziela Milani.
A ação, com o simulador de empatia etária, foi conduzida por Tati Gracia, analista do comportamento humano e gerontóloga, mestre em Análise do Comportamento e pós-graduada em Gerontologia pela Faculdade Israelita de Ciências da Saúde Albert Einstein. Tati atua nas áreas de comportamento humano, empatia, diversidade geracional, inovação e longevidade, desenvolvendo projetos e experiências que transformam a empatia em prática para promover a inclusão, fortalecer as relações e impulsionar a transformação de organizações e da sociedade.
Análise técnica será iniciada nos primeiros pontos mapeados
Com a conclusão da etapa de sensibilização, o projeto avança para o levantamento e a análise das condições das travessias selecionadas. Inicialmente, quatro pontos mapeados, travessias do Espaço Bem Viver, Hospital Dia, Parque Mall e Coni (Comunidade Negra de Indaiatuba), serão avaliados pela Secretaria de Mobilidade Urbana, considerando aspectos como sinalização, infraestrutura, condições de acessibilidade e, nos locais semaforizados, os tempos destinados à travessia.
“Vamos começar por esses pontos para fazer um estudo mais aprofundado e identificar quais adequações são necessárias em cada local. A ideia é observar desde a sinalização até as condições da própria travessia e, a partir das primeiras intervenções, acompanhar os resultados. Esse trabalho será ampliado gradualmente para que outros pontos da cidade também sejam avaliados e contemplados”, explica o secretário de Mobilidade Urbana, Diego Vido.
O levantamento poderá subsidiar futuras adequações na infraestrutura urbana e nos tempos de travessia semafórica, além de contribuir para a produção de dados e indicadores que apoiem ações municipais de mobilidade, acessibilidade, segurança viária e planejamento urbano.
Tecnologia, planejamento e envelhecimento
O Travessia Segura 60+ integra tecnologia, conhecimento sobre o envelhecimento e planejamento urbano para apoiar a construção de uma Indaiatuba para todas as idades. A proposta é que a experiência de sensibilização seja transformada em conhecimento aplicado, orientando a identificação de vulnerabilidades e a definição de possíveis melhorias nos espaços públicos.
Realizada durante o Mês da Pessoa Idosa, a iniciativa também reforça a importância de incorporar a perspectiva do envelhecimento ao planejamento da cidade, promovendo condições para que as pessoas possam se deslocar com mais segurança, acessibilidade e autonomia.
Foto: Gabriel Beccari – Secom/PMI





