Comando Noticias– Seu Portal de Notícias em Indaiatuba - 17/11/2018

Publicado em: 18 outubro 2018

CPFL detecta furto de energia de empresa por comércio vizinho em Indaiatuba

As fraudes e furtos de energia são crimes previstos no Código Penal, e a pena pode variar de um a quatro anos de detenção.

O representante de uma empresa registrou um Boletim de Ocorrência na Delegacia na quarta-feira (17) em Indaiatuba. De acordo com o documento, a Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) detectou o furto de energia elétrica. Os acusados são do comércio vizinho, localizado às margens da rodovia Santos Dumont (SP-75). A detecção, ainda segundo o BO, aconteceu no dia 9 deste mês. A empresa acusada não se manifestou sobre o caso.

Em nota, a CPFL Piratininga informou que “inspecionou, em maio deste ano, o posto de gasolina localizado no km 48,5 da Rodovia Santos Dummont, em Indaiatuba, cujo processo administrativo está em andamento.”

Indaiatuba tem um “gato” a cada seis inspeções

De acordo com a Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL), o que foi “roubado” pelos chamados “gatos” na energia elétrica daria para sustentar 196 casas em Indaiatuba. Ao todo foram realizadas 998 inspeções e encontradas 147 irregularidades, ou seja, uma a cada 6,7 fiscalizações. Até o final de junho o ano teve 181 dias, o que equivale a praticamente 0,8 irregularidades encontradas por dia. Os dados referentes ao primeiro semestre deste ano foram divulgados na quinta-feira (19).

Na comparação com o mesmo período do ano passado foram cerca de 100 inspeções a menos, mas o número de irregularidades encontradas pela concessionária de energia aumentaram. Nos seis primeiros meses de 2017 foram 1.082 inspeções contra 998 neste ano. As irregularidades foram 142 em 2017 e 147 até o dia 30 de junho. O volume de energia recuperado foi de 353 MWh.

Furtos e fraudes são crime

As fraudes e furtos de energia são crimes previstos no Código Penal, e a pena pode variar de um a quatro anos de detenção. Além disso, para os fraudadores também são cobrados os valores retroativos referentes ao período em que ocorreu o roubo, acrescidos de multa. As distribuidoras do Grupo CPFL, que atuam em São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Paraná, têm atuado em parceria com o poder público para coibir estas práticas.

Além de crime, as irregularidades contribuem para tornar a conta de luz mais cara para todos os consumidores. Isso ocorre porque a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) reconhece nas chamadas “perdas comerciais”, como são denominados os furtos e as fraudes no jargão do setor elétrico, uma parcela do prejuízo da distribuidora com o valor da energia furtada e dos custos para identificar e coibir as irregularidades.

Outra consequência negativa dos furtos e fraudes de energia é a piora na qualidade do serviço prestado, prejudicando todos os consumidores. As ligações clandestinas sobrecarregam as redes elétricas, deixando o sistema de distribuição mais suscetível às interrupções no fornecimento de energia. A regularização destes clientes traz cidadania para essa parcela da população e beneficia todos os consumidores com um serviço de melhor qualidade.

Consumidores que adotam esta prática, popularmente conhecida como “gato”, também estão colocando em risco as suas vidas e da população. Pessoas não habilitadas que tentam manipular o medidor de energia ou realizar ligação direta na rede elétrica correm o risco de choque e acidentes graves, que podem ser fatais.

A fraude e furto de energia também tem um impacto social significativo, uma vez que não há arrecadação de impostos sobre a parcela de energia furtada. Isso diminuiu a disponibilidade de recursos do poder público para investimentos em saúde, segurança e educação.

foto: arquivo/Comando Notícia

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