Justiça mantém presas mães de crianças deixadas sozinhas durante incêndio em Campinas

A Justiça manteve presas Steffane Carolina de Souza Pedroso e Naila Kenia de Oliveira Lima, mães das três crianças que estavam sozinhas em um apartamento atingido por um incêndio em Campinas (SP). Um menino de 3 anos morreu e outras duas crianças ficaram feridas.
Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), a audiência de custódia foi realizada na quarta-feira (16), quando a prisão em flagrante das duas mulheres foi convertida em preventiva.
O incêndio aconteceu na manhã de terça (15), no último andar de um prédio de seis pavimentos no Jardim Itayu, região do Carlos Lourenço.
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP-SP), as três crianças estavam sozinhas no imóvel no momento do incêndio. As mães foram identificadas e levadas ao 10º Distrito Policial de Campinas, onde foram presas em flagrante.
Duas das crianças, irmãs de 6 e 3 anos, conseguiram sair do apartamento com a ajuda de vizinhos e foram socorridas com queimaduras no rosto. O menino de 3 anos, primo delas, foi encontrado morto em um dos quartos depois que as chamas foram controladas.
A Polícia Civil solicitou perícias ao Instituto de Criminalística (IC) e ao Instituto Médico-Legal (IML). As causas do incêndio ainda são investigadas.
Prédio ocupado
O imóvel onde ocorreu o incêndio faz parte de um complexo de quatro torres ocupado desde 2017 e alvo de uma ação judicial de reintegração de posse.
Segundo a Prefeitura de Campinas, o cadastro social aponta 108 famílias vivendo no local. O município afirma que ofereceu auxílio-moradia emergencial como alternativa para a saída dos moradores, mas não houve adesão.
O Corpo de Bombeiros informou que o prédio apresenta condições precárias, não possui hidrantes nem equipamentos de segurança e foi considerado inabitável.
Foto: Helen Sacconi





