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CPI da Saúde: oposição segue em busca da quarta assinatura; “ninguém quis”

HUGO ANTONELI JUNIOR

Com cada um dos nove vereadores da situação os componentes da oposição na Câmara tentaram a quarta assinatura para abrir a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde. Ninguém quis assinar, de acordo com os três, Alexandre Peres (SD), Arthur Spíndola (PV) e Ricardo França (PRP). Em tribuna no final da sessão de segunda-feira (3), o líder do trio, Peres, disse que “a ninguém [dos vereadores do governo] interessou assinar. Cada um com tem a sua consciência. Fizemos o nosso papel de oposição. Entendemos que alguma coisa está acontecendo e tem que ser investigado.”

Conforme o Comando Notícia adiantou há duas semanas, os três vem articulando a quarta assinatura necessária para a abertura da CPI, que investigaria os recentes casos relatados, principalmente no Hospital Augusto de Oliveira Camargo (Haoc). “Alguma negligência pode estar acontecendo. Não quero acusar antes de investigar, mas deve ser muito duro uma mãe entrar para ter uma criança e sair sem ela ou perder por falta de atendimento, como parece que aconteceu na semana passada.”

Vereadores da oposição durante a sessão desta segunda (3). foto: Hugo Antoneli Jr.

“Ou a gente vai esperar algo pior acontecer? O mais grave já aconteceu. Mais grave não tem como sei. Não sei o que mais precisa. Temos o interesse, mas só os três assinaram. O documento está conosco e se alguém da situação avaliar que vale a pena investigar, estaremos disponíveis”, disse.

“As coisas estão mal”, prosseguiu Peres no final da sessão. “As pessoas que tiveram os entes queridos perdidos lá merecem esta resposta e a sociedade merece. A nossa função é investigar as coisas que estão mal explicadas. O nosso papel nós estamos fazendo. Se houver uma assinatura a gente vai investigar se foi falha mesmo ou uma fatalidade.”

Vereador exibe o documento com as três assinaturas. foto: Hugo Antoneli Jr.

Antes da sessão da Câmara o prefeito e a secretária de Saúde estiveram reunidos às portas fechadas com os vereadores da situação. O Comando Notícia apurou que todos os vereadores foram convidados e que a reunião teve também a presença de um representante do hospital para entregar relatórios sobre a ampliação da unidade.

Problemas na saúde

A morte de duas crianças no mês passado trouxe à tona diversas reclamações contra a saúde pública em Indaiatuba. Um paciente convulsionou a espera de atendimento. Os dois bebês morreram no Hospital Augusto de Oliveira Camargo (Haoc), um deles após um parto em que foram relatados problemas. Uma manifestação foi marcada pelos familiares para a frente da unidade. Um caso de morte na Upa também foi relatado.

fotos: Hugo Antoneli Junior/Comando Notícia